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LIDERANÇA PASTORAL

A trajetória de ministérios bem-sucedidos
Benedito Denis Frota Gomes (BenneDen)
Publicado em 24.07.2007

Por que algumas pessoas prosperam tanto no Reino de Deus que chegam ao topo do sucesso, enquanto que outras, igualmente fiéis e talentosas, nunca alcançam suas expectativas? Por que algumas pessoas crescem espiritualmente, frutificam e triunfam de forma extraordinária, quando nem sempre são mais espertas ou espirituais; tampouco, parecem ser algum tipo especial?

Se a maioria dos cristãos acha que se dedica e se esforça tanto quanto àqueles que se destacam e triunfam em seus ministérios, então, o que separa a grandeza da pessoa vitoriosa daquela que  não alcançou o crescimento triunfal?

O início de uma jornada ministerial pode ser envolvido de sonhos e otimismo, porque sentimos que estamos fadados ao sucesso contínuo. Mas, à medida que avançamos, percebemos que a realidade é bem diferente. Quando paramos para refletir sobre o caminho percorrido, às vezes percebemos que nos últimos tempos não estamos nos sentindo muito seguros a respeito da direção que escolhemos.

Muitos que começaram um serviço cristão com grande entusiasmo vivem hoje com a preocupante sensação de que estão seguindo por um caminho que não os levará exatamente ao lugar desejado.

Se não buscarmos as respostas certas para estas questões, podemos cair no erro de deixar as coisas como estão, seguindo o curso natural do tempo. Todavia, teremos que conviver com uma enorme angústia existencial à medida que seguirmos por um caminho que parece não levar a lugar nenhum. Reprimir os sentimentos também não oferece solução, nem mesmo alívio de consciência, apenas confirma nossa prisão nessa trajetória confusa e insegura, cuja direção não será mudada, a não ser que encontremos a resposta.

Diante das respostas certas será possível fazermos algo que permita o nosso retorno ao centro da vontade de Deus e, conseqüentemente, nosso destino seja vislumbrado como um apaixonante desafio, até que nossos esforços sejam coroados de frutificação e satisfação pessoal.

Existe algum tipo de conhecimento específico que o servo de Deus deve aprender e alguma atitude que possa tomar para que seu crescimento espiritual seja marcado pela frutificação e satisfação pessoal? É claro que sim! Existe um bom número de respostas ajustáveis a essa pergunta, mas, antes de apresentarmos o que identificamos como condições fundamentais para um ministério bem-sucedido é importante termos consciência de que na vida os problemas, desafios e fracassos são inevitáveis; o caminho que escolhemos para lidar com eles é que fará a diferença. 90% dos que fracassam não são de fato pessoas derrotadas. Elas simplesmente desistem. O sucesso das pessoas é muito mais fruto de suas atitudes do que o resultado das circunstâncias.

Alguém pode dizer que nossa realidade é a pior de todas as épocas e que os tempos são difíceis, mas nenhuma sociedade desenvolveu homens valentes em tempos de paz. As situações difíceis parecem servir de instrumento para despertar grande líderes e grandes mudanças.

Faça agora uma reavaliação total da direção que sua vida e seu ministério tomaram ao longo dos anos:

  • Que realizações e conquistas foram obtidas até agora?
  • A frutificação de seu ministério é seguida pela realização pessoal?

O que distingue os servos extraordinários dos que simplesmente desejam ser, não é o dinheiro, Q.I. elevado, ou sorte, mas a presença de 3 condições fundamentais para um ministério bem-sucedido. Observa-se entre o povo de Deus, que há três semelhanças surpreendentes entre pessoas diferentes que alcançaram o triunfo ministerial. 

1. As pessoas que alcançaram um ministério de sucesso e de satisfação pessoal seguiram pela trajetória da vocação, de um chamado específico de Deus para suas vidas;

2. Essas pessoas não estacionaram diante de um mundo em constante transformação, nem se limitaram aos seus dons e habilidades, mas aprenderam mais e desenvolveram continuamente novas aptidões;

3. Todas elas enfrentaram voltas e reviravoltas em seus ministérios, contudo, todas se mantiveram cada vez mais próximas do alvo, renovando as forças em Deus, se reinventando a cada dia, agregando colaboradores fiéis e talentosos, com novas estratégias e atitudes em direção ao propósito de suas vocações.

Uma pesquisa da Galup Organization realizada em onze regiões metropolitanas brasileiras, sobre o engajamento da força de trabalho, revelou que 79% dos profissionais não estão engajados profissionalmente; 61% não estão psicologicamente comprometidos com as organizações em que trabalham e 18% mostram uma atitude negativa com relação ao trabalho e ao empregador (Revista Vencer – nº 89 – Fevereiro/2007 -Pág 13).

Mais cedo ou mais tarde, aqueles que seguem por um caminho diferente de suas vocações sofrerão drasticamente conflitos emocionais e existenciais. Além disso, muito do que era possível ser feito, se as pessoas certas estivessem nos lugares certos, não acontecerá.  Quem lucra com isso?

Num próximo artigo, falaremos mais sobre a necessidade de conhecermos a nossa vocação para que tenhamos ministérios bem sucedidos. Clique aqui.

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