Sociedade com Deus - Entrevistas - Instituto Jetro

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Sociedade com Deus

Entrevista com William Douglas
Publicado em 28.04.2015

"Sociedade com Deus: como a fé pode influenciar sua carreira e seus negócios", escrito por William Douglas e Rubens Teixeira é um livro que traz o desafio da Sociedade com Deus.

"Algumas pessoas se limitam a pedir ajuda e querem que Deus as apoiem, por outro lado, há aqueles que oferecem 100% de suas cotas à Jesus. Em suma, todos temos a oportunidade de nos associar a Deus em um grau maior ou menor em todas as áreas de nossa vida. Na sociedade com Deus, como em qualquer outra, cada parte tem direitos e deveres, ônus e bônus. Não importa se o seu empreendimento é a sua carreira, as suas finanças ou ainda a empresa que você montou ou que gerencia/trabalha".

William Douglas é graduado em Direito, pós-graduado em Políticas Públicas e Governo, mestre em Direito. Juiz Federal em Niterói - Rio de Janeiro. É Professor Universitário e Conferencista. Autor de 37 livros, entre eles: "As 25 leis bíblicas de Sucesso", "Sociedade com Deus", "O Poder dos 10 Mandamentos" e "Maratona da Vida". Site do autor.

Rubens Teixeira é graduado em Engenharia Civil, em Direito e Ciências Militares. Mestre em Engenharia Nuclear e doutor em Economia. É diretor financeiro e administrativo da Transpetro, analista do Banco Central, professor, escritor e palestrante. Site do autor.

Confira a entrevista que o Instituto Jetro  fez sobre o livro "Sociedade com Deus"  com William Douglas.

Instituto Jetro - No seu artigo "Deus se preocupa com o meu sucesso? " para o Instituto Jetro, o Sr. falou sobre 2 erros de teologia quanto ao sucesso: a da prosperidade e a da miséria. Quais os outros erros que poderia acrescentar a estes?

William Douglas -  Errar é fácil... existem muitos erros que podem ser citados. Entre eles, confundir sucesso espiritual com sucesso terreno, achar que um é excludente do outro, que Deus tem que fazer tudo, ou que Deus não irá fazer nada, desprezar o poder do sucesso terreno como forma de servir a Deus, evangelizar e influenciar os destinos da sociedade etc. Eu ainda incluiria nesta lista a falta de profissionalismo das pessoas que acham que, porque são cristãs, não precisam se dedicar quando estão lidando com patrões cristãos.

Outro grande erro: supervalorizar a fama, o poder e o sucesso material. O sucesso terreno deve servir para glorificar a Deus (Mateus 5.16), e isto pode ocorrer de várias formas.
Perdoe-me por estar me estendendo no assunto, mas também me incomodam os cristãos que ficam limitados a máximas de autoajuda, ou confiando em "amuletos"... também me incomodam aqueles que não misturam fé e negócios. Sim, temos que levar a fé para o mundo do trabalho, incorporando os valores cristãos às práticas empresariais.

William DouglasInstituto Jetro - O Sr. desafia as pessoas a serem sócios de Deus. Como o Sr. vê estas duas questões nos dias de hoje: a fé em Deus e a devoção a Ele?

William Douglas - A Bíblia é eterna. Todos os conceitos da época de Jesus continuam valendo. As pessoas continuam podendo colocar "Jesus no barco", continuam podendo, como vemos em Lucas 5, voltar para o mar mesmo após fracassar na pescaria da noite anterior, ir mais fundo e caminhar com a orientação de Jesus. Repare que no texto Simão diz claramente que não acreditava que existiriam peixes, mas que iria obedecer a palavra dada por Jesus. A "não-fé" com obediência, ou seja, a fé em obedecer - mesmo com as dúvidas que Simão tinha - já bastaram para proporcionar o milagre.

Instituto Jetro - O Sr. coloca que algumas leis devem ser estabelecidas para que a Sociedade com Deus aconteça. Vamos às primeiras: as leis da fé. Quais exemplos bíblicos revelam essas leis?

William Douglas - Em relação à fé, podemos dizer que "a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem" (Hebreus 11.1). Se alguém espera o sucesso, a fé tem muito a ver com isso.

Da mesma forma, ainda falando sobre fé, incluímos a oração. Não custa lembrar que "Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto" (Tiago 5.17-18).

Creio que faz parte da fé entender que toda dificuldade foi mandada ou permitida por Deus para fins de treinamento, ou é parte do processo de conquista. Nesse sentido, podemos dizer que "nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados" (Hebreus 12:11).

Instituto Jetro - O que destacaria nas leis do esforço?

William Douglas -  O esforço, ou trabalho, quando empreendidos por um cristão que leva a sério a Palavra de Deus, é substancialmente diferente daquele empreendido por outrem. Efésios 6 e Colossenses 3 mostram claramente que o trabalho é uma relação prioritariamente entre o fiel e Deus. As relações com o patrão, gerente, subordinado, cliente e mercado são todas secundárias.

O trabalho é feito, como tudo, para honrar a Deus (Mateus 5.16). Nessa lógica, perdem força as noções de reciprocidade, merecimento, escambo etc. que, naturalmente, influenciam fortemente as relações sem a influência da fé. Nesse modelo, onde quem tem que ser agradado é Deus, e quem recompensa é Ele, a qualidade e dedicação são outras, a "milha extra" ocorre naturalmente, assim como se elimina o lucro exagerado (que é algo bem próximo da defraudação), a exploração do homem pelo homem, as balanças falsas etc.

Os capítulos sobre as leis da retidão revelam as qualidade de um sócio de Deus. Quais são elas?

William Douglas - Costumo dizer que a retidão, ou integridade, não é um principio religioso, mas de produtividade, de l

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Título do artigo: Sociedade com Deus
Autor: William Douglas


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