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Refugiados e a Igreja

José Roberto M. Prado
Publicado em 03.10.2017

Uma realidade que era distante, está cada vez mais próxima de nossas igrejas: os Refugiados!

A Igreja precisa entender mais sobre a diáspora, sobre os refugiados, também necessita se envolver mais.

Esses foram os objetivos ao conversar sobre o tema com José Prado: trazer conhecimento e oportunidades para o envolvimento da igreja. 

José Roberto Prado

José Roberto M. Prado é presidente do Dignità e Diretor da RHP (Refugee Highway Partnership) para o Brasil e América Latina; e facilitador da rede de igrejas e ministérios que servem migrantes e refugiados - REMIR. José Prado é graduado em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de Perdizes - SP e missiologia na Universidad Evangélica de Las Américas, em San José, Costa Rica. Como músico atuou nos anos 80 de grupos que enfatizavam a evangelização, o discipulado e a adoração: "Jovens em Cristo", "Grupo Pescador", "Vencedores por Cristo" e "MILAD". Pastoreou na IPI de Vila Romana, na Igreja Batista de Água Branca - SP, Comunidade Ágape, em Marília- SP, Igreja Batista de Tambaú, em João Pessoa- PB e da Capela do Redentor em SP. Tem servido em várias organizações cristãs como professor, missionário, conselheiro e executivo: Faculdade Teológica Batista de Perdizes, AME, MIAF, SEPAL, Brasil2010, AMTB, Missão Antioquia, JUVEP e outras. Este envolvimento com a obra missionária levou-o a diversos países da África, Ásia, Europa e Américas. 

Instituto Jetro - Qual a diferença de refugiados para imigrantes? Quem são os deslocados internos?
José Roberto- Há uma grande diferença entre o migrante e o refugiado. Em comum, o deslocamento, o deixar a pátria. Porém, enquanto o migrante sai voluntariamente para realizar um projeto de vida - estudar, trabalhar ou casar, o refugiado desloca-se contra sua vontade, numa última alternativa para preservar a sua vida. Aqueles que, na fuga, atravessam a fronteira de seu país são denominados refugiados. Os que saem de suas casas, mas permanecem dentro do seu país denominam-se "deslocados internos".

Gostaria também de considerar o refugiado cristão de forma especial. Para eles há ainda outros dois níveis de "crise dentro da crise". Em primeiro lugar, se durante a rota de fuga, seja no deserto, num barco ou num campo de refugiados, forem identificados como cristãos, tornam-se novamente alvos de violência, sendo lançados ao mar ou assassinados nos campos. Além disso, do ponto de vista da fé, estão diante de uma grande prova. Perseguidos por sua fidelidade à Cristo enfrentam o dilema de entender os caminhos de Deus, as razões para permitir tamanho sofrimento. Não são poucos os que, em algum lugar do caminho, entram em profunda depressão. Precisam de amor, solidariedade, tratamento emocional e encorajamento para que permaneçam firmes na fé.

Instituto Jetro - A Bíblia conta muitas histórias de refugiados, imigrantes e deslocados. Poderia citar algumas?
José Roberto - A Bíblia toda é a narrativa de um povo peregrino. Desde Abraão, ordenado por Deus para sair de sua terra em direção à Canaã. Por causa de uma grande seca Jacó foi ao Egito; ali seus descendentes, como um povo estrangeiro, foram escravizados. Depois temos a narrativa do Êxodo, o povo indo novamente em direção à palestina. Quando Israel se afastou de Deus, este permitiu que seus inimigos invadissem sua terra e novamente são postos no exílio, espalhados entre as nações. Quando Jesus nasceu, seus pais não encontraram lugar a não ser um abrigo para animais. Logo depois, por conta do decreto de Herodes para matar os meninos, tiveram que fugir para o Egito em busca de segurança. Na "grande comissão" Jesus ordena que seus discípulos vão em direção a todas as nações, este é um mandato migratório. A igreja em Jerusalém é perseguida e os cristãos se espalham entre as nações; Paulo, para salvar sua vida, foge para a Arábia; João, por causa do Evangelho, é exilado em Patmos. Estes são apenas uns rápidos exemplos.

Instituto Jetro - Qual o papel da igreja para com os refugiados? Que tipos de ações práticas que a Igreja pode fazer para chegar até os refugiados com a mensagem de esperança?
José Roberto - A igreja é o povo de Deus, o corpo de Cristo, sua face concreta aqui na terra. Pessoas são amadas e socorridas por Deus através de nós, seus filhos. A igreja deve ser a primeira em se colocar em defesa do estrangeiro, pois vários ensinos bíblicos exortam o povo de Deus a buscar tratar com justiça o estrangeiro, assegurando seus direitos (Dt 24.17). Além disso, Deus exorta seu povo a cuidarem dos necessitados, especialmente a viúva, o órfão e o estrangeiro (Dt 10.18). Jesus chega ao ponto de identificar-se com eles e ensina que um dos critérios do juízo será o tratamento que seus seguidores derem aos estrangeiros: "fui estrangeiro, e vocês me acolheram" (Mat 25.35).

Quando consideramos que muitos dos refugiados hoje no mundo são nossos irmãos na fé nossa responsabilidade aumenta tremendamente. Paulo ensina: "façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé" (Gl 6.10).

Há várias maneiras práticas de a igreja levar esperança aos refugiados. Pequenas ações fazem grande diferença e demonstram interesse e cuidado. A primeira coisa a fazer é conhecer o que está sendo feito e ir em direção a eles. Em toda cidade há locais onde os migrantes se encontram, por ex., órgãos do governo, centros comunitários, bares, etc. Ao fazer esta aproximação, podemos identificar se há cristãos e quais suas necessidades. Podemos convidá-los para conhecerem uma reunião na igreja, ou uma célula. Uma de suas maiores dificuldades é o isolamento social. Se a igreja se dispuser a integrá-los será um enorme avanço. Havendo a necessidade, a igreja pode iniciar uma classe de Português. Pode também organizar uma aula de culinária brasileira (muitos recebem cestas básicas mas não sabem como cozinhar nossos produtos). Voluntários podem se dispor a acompanhá-los em consultas médicas, compras no supermercado, etc.

A igreja pode e deve se levantar como uma voz que lhes defenda a dignidade. Há muitos que são explorados no subemprego, com subsalários. Isto está errado. Devemos ir além de uma visão paternalista, promovendo justiça. Tudo isto irá levar esperança a eles. Mais do que palavras, a esperança é alimentada com ações de acolhimento e inclusão. Para aquelas igrejas que queiram se envolver de forma mais intensa, temos um programa de adoção de famílias de refugiados cristãos. Os interessados podem me procurar para detalhes.

Instituto Jetro -  Vemos o aumento da Xenofobia (termo de origem grega: "xenos" significa estrangeiro e "phóbos", medo. Ou seja, aversão a estrangeiros.), um exemplo recente é o caso do Sírio que foi hostilizado no Rio de Janeiro ao vender esfirras na rua. A Bíblia é clara sobre como devemos tratar o estrangeiro (exemplo: "Não maltratem nem oprimam o estrangeiro, pois vocês foram estrangeiros no Egito". Ex 22.21 (NVI)). Como a Igreja pode lidar com a intolerância religiosa e com as questões sociais e políticas ligadas aos refugiados, fazendo diferença na sociedade?
José Roberto - A primeira coisa a fazer é lembrar que nós, cristãos, nos guiamos pela Bíblia e não pela mídia ou pela sociedade. Se há um desejo sincero de obedecer à Palavra, este é um grande passo. A partir daí podemos dizer que somos o povo que segue o príncipe da paz. Devemos ser os primeiros a defender a liberdade religiosa, pois em muitos países, nós, cristãos, somos alvos de coerção e violência. Da mesma forma, defendemos que as pessoas têm o direito de migrar, e tantos as leis internacionais como a brasileira permitem isso. Em terceiro lugar, é preciso ponderar: não somos nós, cristãos, que queremos fazer discípulos de todas as nações e para isso sempre enviamos missionários a estas nações? Com que argumento ou autoridade levantaremos nossas vozes para impedir que eles venham ao Brasil? Soa incoerente! Imagino a reação do apóstolo Paulo, caso os povos bárbaros estivessem querendo migrar para a Judéia. Acha que ele faria coro para que fossem impedidos? Ou veria nisso uma oportunidade para mostras-lhes o amor de Cristo?

Não defendo de forma alguma uma política de "portas abertas" para todos, sem controle ou critério. Nosso governo pode e deve ter seus critérios e estabelecer quotas anuais, na medida também que se organiza para oferecer um mínimo de estrutura aos que chegam. Somos nós, os que trabalhamos com as pessoas no dia-a-dia, que sentimos com eles a carência gerada pela falta de um mínimo de apoio governamental. Porém, ao compararmos o tamanho de nossa população, território, economia, nossas origens históricas, nossa tradição de país hospitaleiro, com o número de refugiados recebidos, fica patente que podemos fazer muito mais do que temos feito.

Vivemos um mundo que está se radicalizando, polarizando-se cada vez mais. Há cada vez menos diálogo e aceitação de opiniões diferentes. Ora, novamente, nós cristãos devemos ser os primeiros a buscar o diálogo, promover a paz, a convivência pacífica entre os diferentes. Nosso Deus não nos obriga a adorá-lo. Ele nos deu liberdade, livre-arbítrio. A grande fonte do medo é o desconhecimento. Quando conhecemos o refugiado, o estrangeiro, quando compartilhamos uma refeição, brincamos com suas crianças, ou quando lhe acompanhamos no hospital, vemos que são humanos como nós. Trazem receios, sonhos, histórias como nós. Quando o véu do estereótipo e do rótulo é tirado, e nos vemos na face do outro, aí tem início nosso ministério. A igreja foi chamada a amar. O amor lança fora todo medo.

Instituto Jetro - O Brasil, em 2016, registrava 9.552 refugiados reconhecidos pelo governo federal, o que a igreja brasileira tem feito para atender estes refugiados? Como preparar a Igreja brasileira para atender de forma integral os refugiados daqui e dos campos de refugiados em outros países?
José Roberto - 
Além destes 9,5 mil refugiados já reconhecidos pelo governo, temos no Brasil mais de 30 mil casos que estão sendo analisados, e também cerca de 45 mil haitianos que receberam um visto especial humanitário. Somem-se a eles mais de 1 milhão de latino-americanos que, por conta do acordo de Residência para nacionais do Mercosul, vieram ao Brasil sem precisar de visto. Muitos destes vivem em condições idênticas ao refugiado.

A melhor forma de preparar a igreja para alcançar os refugiados é através de informação, sensibilização e treinamento. Grande parte do meu tempo tem sido dedicado a isso, promovendo workshops, painéis e conferências sobre o tema. Temos promovido também o "Dia de Oração pelo Refugiado", no segundo domingo de junho, com uma pequena cartilha com pedidos específicos. Através de nossos contatos no exterior, podemos também promover viagens de curto prazo para que a igreja se envolva diretamente com os refugiados nos países de trânsito.

Instituto Jetro - A história do menino sírio-curdo de três anos Alan Kurdi cuja morte durante a viagem da Turquia para a Grécia se transformou em um símbolo da tragédia dos refugiados do Oriente Médio trouxe grande comoção nas Redes Sociais e nas Igrejas. Mas dados da UNICEF, mostram que de 1º de janeiro a 23 de maio de 2017, mais de 45 mil refugiados e migrantes chegaram à Itália pelo mar, um aumento de 44% se comparado ao mesmo período no ano passado. Isso inclui 5.500 crianças desacompanhadas e separadas da família, número 22% maior em relação a 2016 - sendo um total de 92% das crianças chegando ao país através da rota do Mediterrâneo Central. No ano passado, o recorde de 26 mil crianças desacompanhadas chegaram ao território italiano. Mas, se as tendências se mantiverem, esse número será facilmente ultrapassado em 2017. O que está sendo feito pensando nessas crianças sobreviventes e neste cenário de cada vez mais crianças entre os refugiados?
José Roberto - Várias organizações internacionais cristãs têm se levantado em prol destas crianças. Eles atuam na Turquia, Grécia e outros países europeus contra o tráfico humano e em instituições de acolhimento. Grande parte do trabalho é para reunir estas crianças aos seus pais, uma vez que a maioria não é órfã, mas sim, está desacompanhada. No momento em que respondo a estas perguntas estou em Atenas participando do encontro de uma destas redes. É muito gratificante ver o corpo de Cristo mobilizado, agindo com tanto profissionalismo e amor.

Instituto Jetro - Quais organizações a Igreja brasileira pode procurar para ter informações, treinamentos ou colaborar com os esforços nos serviços aos refugiados? Poderia falar um pouco sobre os projetos que você coordena e as atividades que desenvolvem? Quer contar sobre algum exemplo de ação/de cuidado?
José Roberto - 
Pouco a pouco a igreja brasileira tem se despertado para esta causa. O movimento é recente, cerca de 4 anos, mas já tem feito diferença. Há missões, igrejas e ONGs cristãs desenvolvendo vários tipos de serviços. Há igrejas que adotaram famílias refugiadas, provendo casa, alimentação e integração, até que estas alcançassem autonomia. Hoje temos uma rede destas organizações (www.remir.net.br) que conta com cerca de 20 membros, em várias cidades e Estados brasileiros. Segue uma lista das principais organizações:

• AEBVB (Vale da Benção, Araçariguama/SP)
• ANAJURE (Brasília/DF)
• BAB SHARK (São Paulo/SP)
• CAEBE (Curitiba/PR)
• COMPASSIVA (São Paulo/SP)
• DIGNITÀ (São Paulo/SP) e
• JOCUM (Campinas/SP),
• LAR (Cabo Frio/RJ)
• MAIS (Colombo/PR)
• MEAB (Foz do Iguaçu/PR)
• MIAF (Londrina/PR e São Paulo/SP)
• NO MORE (Maringá/PR)
• PREPARANDO O CAMINHO (São Paulo/SP)
• PROJETO GAIO (Pompéia/SP)
• SERVOS (São Paulo, SP)
• SIM (Londrina/PR)
• TAARE (Uberlândia/MG)

Envolvi-me com o ministério aos refugiados em 2013 quando, na condição de pastor de uma igreja em São Paulo, recebi o pedido para acolher uma família síria (18 pessoas!) que estava chegando ao Brasil. Esta experiência foi tão rica e significativa que decidi abrir mão do ministério na igreja local para me dedicar ao pastoreio de refugiados. Desde então tenho tido oportunidade de coordenar ações e programas de apoio a refugiados em diferentes maneiras, bem como fazer o socorro de famílias que chegam sem nenhum contato em São Paulo. Aprendi muito! Em outubro de 2015 abri, pela fé, uma Casa de Acolhimento em São Paulo, e em abril de 2016 fundei a DIGNITÀ (www.dignita.org.br), uma organização com foco no acolhimento de refugiados. Temos uma casa de acolhimento que recebeu 24 pessoas nos últimos meses. Gente ferida, perseguida, de países como o Congo, Paquistão, Líbia, Jordânia, Iêmen, Iraque e Síria. Nossos serviços vão desde a orientação e ajuda na documentação, antes da família chegar ao Brasil, recepção no aeroporto, hospedagem integral, ajuda na obtenção de documentação brasileira, cuidados médicos e dentários, aulas de Português, ajuda para encontrar um emprego, envolvimento com uma igreja local, etc... até a total emancipação e integração do refugiado.

Faço parte da diretoria internacional da Refugee Highway Partnership (www.refugeehighway.net) uma coalizão de ministérios no mundo todo que trabalham com refugiados. Estamos presentes em vários países da África, Europa, América do Norte, Oriente Médio e Ásia. Além disso estou como facilitador da rede brasileira - REMIR.

Uma das ações que mais me marcou foi a do resgate de um pastor asiático perseguido. Foi retirado às pressas do seu país por conta de várias tentativas de assassiná-lo. Sua denominação lhe enviou pra Argentina, pois foi o único país que conseguiram visto, porém, este era de somente 30 dias. Durante este tempo a igreja argentina fez várias tentativas com o governo para que ele pudesse ficar lá, todas em vão. Contataram lideranças em outros países, mas nenhuma solução. Até que me encontraram e pediram apoio. Conhecendo a legislação brasileira de refúgio, não hesitei. Peguei meu carro, dirigi 18 horas até a Argentina e trouxe o pastor para nosso programa de acolhimento. Foi uma viagem muito tensa, ele estava muito nervoso, preocupado se nos iriam parar na fronteira. Mais ainda, no dia que estávamos pra entrar no Brasil ele recebeu a notícia que um de seus filhos, que ficara responsável pela igreja no seu país, sofrera ameaças dos terroristas e sofreu um ataque cardíaco... Graças ao Pai não tivemos nenhum contratempo na viagem e regularizamos toda sua documentação. Hoje ele é um dos meus maiores intercessores, parceiro de ministério e foi acolhido por uma igreja local.

Instituto Jetro - Quais são as suas considerações para pastores e líderes das igrejas sobre o tema?
José Roberto -
Cabe a nós, pastores e líderes, conhecendo a Palavra, guiarmos a igreja em ações concretas de amor ao estrangeiro. Somos a resposta de Deus para as orações destes que estão sendo expulsos de suas casas. Muitos nossos irmãos na fé! Nosso silêncio e omissão diante destas pessoas tornam-nos cúmplices dos seus algozes e nivelados com a sociedade que jaz no maligno. Como luz e sal, levantemo-nos juntos, seguindo a Cristo e fazendo diferença nesta que é a maior crise humanitária da história recente. Vejo que o povo está aberto e sensível aos refugiados. É hora dos pastores liderarem seu povo em direção a estas pequenas ovelhas de Cristo.

Instituto Jetro - Considerações finais?
José Roberto  - 
Estou certo de que a mão do Senhor está por trás deste grande movimento de povos (diáspora) que vivemos em nossos dias. Seu objetivo final está próximo: levar sua glória a todas as nações. Povos antes fechados ao Evangelho, agora vem em direção à igreja em nossos países pedindo para que contemos a história de Jesus! Por outro lado, como foi em toda história, a Igreja não está isenta de sofrimentos e sacrifícios nestes últimos dias. Em alguns países, ela é chamada para acolher os peregrinos vulneráveis. Em muitos outros, a própria Igreja está na estrada, com fome e desamparada. Em ambas as situações, somos chamados como povo de Deus, a discernir o que o Pai está fazendo, dispondo-nos a servir os forasteiros, como se fossem o próprio Cristo.

Por fim, gostaria de dizer que, daquela primeira família síria que recebi em minha igreja em 2013, 4 jovens foram chamados para missões! Dois deles já estão no final do seu preparo... É o Senhor agindo e chamando seu povo para ser luz em todas as nações! Vamos juntos!

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