O gestor intermediário é o gestor tático - Entrevistas - Instituto Jetro

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O gestor intermediário é o gestor tático

Entrevista com Wellington Moreira
Publicado em 16.09.2014

O livro "O GERENTE INTERMEDIÁRIO" - Manual de Sobrevivência dos Gestores, Supervisores, Coordenadores e Encarregados que atuam nas Organizações Brasileiras, de Wellington Moreira traz informações para o desenvolvimento desta liderança intermediária que atua no nível tático das organizações.

Quais são as habilidades e os desafios desta liderança? Qual é a sua importância?

Quanto aos principais desafios do nível tático, pode-se afirmar com segurança que o maior deles é a promoção do alinhamento estratégico entre as várias áreas ou departamentos internos. Em muitas organizações cada setor da organização estabelece seus planos específicos sem a preocupação de interligá-los aos maiores objetivos da organização, o que faz com que inúmeras "ilhas" sejam formadas e entrem em  conflito. Isto reforça ainda mais a importância das habilidades interpessoais que seus integrantes (gestores intermediários) devem possuir a fim de patrocinarem a comunicação entre a "cúpula" e a equipe operacional.

Isto também explica porque os gestores intermediários são tão importantes e se sentem
pressionados por aqueles que estão acima e os que estão abaixo deles, como o hambúrguer que é espremido pelas duas fatias de pão. Daí, inclusive, vem uma expressão que costumo utilizar para descrevê-lo: o "Gerente-Sanduíche". Ou seria o "Gerente-Ensanduichado"? 

Leia a entrevista do Instituto Jetro  com o autor do livro e saiba mais! 

Wellington Moreira é Mestre em Administração de Empresas, com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas (Fundação Getúlio Vargas). Atua como palestrante e consultor empresarial nas áreas de Planejamento Estratégico e Desenvolvimento Gerencial, também é professor universitário. Autor de três livros: "O gerente intermediário" , "Como superar o medo de falar em público na Igreja", "Aprendendo a falar em público". Editor do site www.wellingtonmoreira.com.br . Diretor-executivo da Caput Consultoria 


Wellington MoreiraPoderia falar, resumidamente, sobre os 3 níveis organizacionais - estratégico, tático e operacional? Quais as suas funções e diferenças?

Wellington - O nível estratégico diz respeito a todos os cargos cuja missão primordial é construir o futuro da organização, isto é, planejar para onde ela vai nos próximos anos e quais as ações-chave que, necessariamente, terão de ser cumpridas para o alcance da visão de longo prazo. Às pessoas do nível operacional, por sua vez, cabe o papel de executar no dia a dia e com primazia todas as atividades específicas que ajudarão a empresa a se aproximar dos seus principais objetivos. Quanto ao nível tático, é aquele que tem a missão de articular o trabalho de quem planeja e quem coloca a mão na massa na ponta do processo; portanto, fazer acontecer.


Por que escrever um livro sobre o gestor intermediário?

Wellington -Porque trabalho exatamente com a formação e desenvolvimento de gestores que possuem este papel nas organizações e como a literatura da área ainda é bastante escassa, assim que fui convidado pela editora Qualitymark já comecei a escrever a obra. A boa notícia é que a resposta dos leitores tem sido muito recompensadora desde que o livro foi publicado.


Aplicando os termos para a Igreja, poderíamos dizer que os líderes de células/ministérios atuam como gestores táticos, ou seja, um gestor intermediário?

Wellington -Sim. O que caracteriza um gestor intermediário - ou gestor tático - é o fato de ser líder de alguém e liderado por alguém. Portanto, quando os líderes de células dirigem um grupo de pessoas e, ao mesmo tempo, respondem a um superior hierárquico dentro da igreja, atuam como gestores intermediários.


Qual é o principal papel que ele deve exercer? Quais são as suas habilidades?

Wellington -Sem dúvida alguma, o sucesso de um gestor intermediário passa pela sua capacidade de articulação. Consequentemente, é preciso ter habilidades interpessoais, como saber ouvir, mediar conflitos e ter uma boa comunicação verbal e escrita, além de autocontrole emocional. Também é desejável que ele seja um bom administrador, pois sem controles gerenciais impecáveis e rotinas eficazes dificilmente alguém faz acontecer.


O gestor tático deve ter uma visão sistêmica da organização. Como ele pode adquiri-la?

Wellington -Primeiramente, é preciso se conscientizar de que só tem visão sistêmica quem conhece profundamente a cultura organizacional, o modelo de gestão, os processos-chave e o tipo de cliente que a empresa se propõe a atender. Logo, é possível adquiri-la com curiosidade intelectual, muita atenção aos detalhes e uma boa dose de paciência, pois não é de uma hora para a outra que as informações acumuladas se encaixam na cabeça e, mais do que tudo, consolidam um conhecimento relevante.


Como promover a valorização dos gestores táticos dentro de uma organização já que estes são fundamentais para o desenvolvimento e desempenho organizacional?

Wellington -Creio que o passo inicial é mostrar a eles a importância que têm para a organização. Muitos gestores táticos se sentem desprestigiados - ou até mesmo abandonados - por não compreenderem a exata missão que são convidados a cumprir. E, ao mesmo tempo, é imprescindível capacitá-los, pois não basta boa vontade para fazer um trabalho bem feito.

O gestor intermediário é tido como "as sinapses no cérebro das organizações" promovendo a ligação entre os gestores estratégicos e operacionais. Quais são os desafios comunicacionais que o nível

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Título do artigo: O gestor intermediário é o gestor tático
Autor: Wellington Moreira


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