Eu escolhi esperar - Entrevistas - Instituto Jetro

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Eu escolhi esperar

Nelson Junior
Publicado em 16.06.2015

Esperar em Deus não está ligado ao fato de esperar pelo par perfeito ou pela cara metade. Esperar em Deus ao contrário do que muitos interpretam, não é ficar a espera do amor da sua vida bater à sua porta. Muito menos se isolar das pessoas e relacionamentos com o sexo oposto.

Por certo, muitas pessoas confundiram as coisas quando a Campanha "Eu escolhi esperar" começou. Muito menos é um movimento focado na virgindade. O Eu Escolhi Esperar é muito mais que um movimento pró-castidade. Trata da importância de se viver uma vida sexual e emocional de forma pura e santa. 

O Instituto Jetro entrevistou o Pr. Nelson Junior que é o idealizador da Campanha "Eu Escolhi Esperar". Graduado em Teologia, trabalha há 20 anos com adolescentes e jovens, ministrando em cultos, congressos, acampamentos e encontros. Atualmente, reside na cidade de Vila Velha/ES, é casado com Ângela, e pai de Ana Carolina e Milena.

Pr. Nelson Junior

Instituto Jetro - O que é o ministério e a mobilização Eu Escolhi Esperar? Quais são as suas atividades e programações?

Nelson - Somos uma campanha cristã que atua em duas áreas específicas: sexualidade e vida sentimental. Com o objetivo de encorajar, fortalecer e orientar adolescentes, jovens e pais sobre a necessidade de viver uma vida sexualmente pura e emocionalmente saudável, valorizando a importância de saber esperar o tempo certo, a pessoa certa e a forma certa de viverem as experiências nestas duas áreas da melhor maneira.

As pessoas se enganam quando acham que nosso movimento é focado na virgindade. O Eu Escolhi Esperar é muito mais que um movimento pró-castidade. Tratamos a importância de se viver uma vida sexual e emocional de forma pura e santa.  A nossa campanha percorre o Brasil inteiro realizando reuniões/seminários, geralmente, aos sábados. Para participar conosco basta estar em um desses eventos ou seguir nossa página no face, nosso twitter, baixar nosso aplicativo, acompanhar nossos artigos no site, assistir nossos videos no youtube e ler nossos livros.

Instituto Jetro - Como ter equilíbrio ao falar sobre a opção de valorizar o seu corpo à espera de uma relacionamento sexual após o casamento e ao mostrar que o sexo é belo e criação de Deus? Ou seja, sem a repressão sexual histórica efetuada pela Igreja que trouxe a ideia de que o sexo é feio, imoral?

Nelson -
  A sexualidade não deve ser podada. Deve ser orientada. O apelo sexual em nosso dia a dia é muito forte, somos expostos a isso o tempo todo e desde o mais idoso até nossas crianças. A mídia tem um discurso distorcido sobre liberdade sexual e sua mensagem é libertina e distorcida. Tudo na vida há limites: tem hora certa e a maneira certa. Comer e dormir são necessidade básicas, mas tem limites. Por que as pessoas ensinam aos mais jovens que o sexo não tem limites? Tem hora de almoçar e de dormir. Tem a forma saudável de se fazer isso. Sexo é a mesma coisa. Tem limites. E para nós o ambiente ideal para viver estas experiências é o contexto de fidelidade, compromisso e companheirismo: o casamento. Não trabalhamos nessa campanha com "pode isso" e "não pode aquilo" cheio de normas e imposições. Trabalhamos com conceitos, escolhas e consequências. Trabalhamos com orientações norteadas por padrões bíblicos e segue quem se identifica e se sente confortável com esse escolha.

Instituto Jetro  - Como tem sido as campanhas nas Igrejas, já que falar de sexo nas Igrejas ainda é tabu? A página do "Eu Escolhi Esperar" no Facebook conta, no dia de hoje, com 1 milhão e 400 mil seguidores e no Twitter, com 216 mil. Para o Sr., o que estes números significam?

Nelson -  Acredito que a sociedade tem recebido muito bem o movimento e as redes sociais estão aí exatamente para embasar essa minha opinião. Temos muito seguidores e participantes que não são evangélicos, o que mostra que a campanha não é para um nicho fechado. Nem todo mundo que segue o Eu Escolhi Esperar realmente escolheu esperar para ter relações sexuais depois do casamento, mas nos acompanham por se identificar com outras questões que tratamos e orientamos, tal como ter um amor para a vida inteira, quem não quer isso nos dias de hoje?

Recebemos em média 1000 convites de igrejas por ano, acredito que isso seja um número expressivo, simbolizando a necessidade em se tratar abertamente, principalmente sobre sexo, que ainda é tabu, dentro das igrejas.

Instituto Jetro -  Como ser puro em uma sociedade com tanta pornografia e apelos eróticos?

Nelson - Sempre digo que quem deseja esperar deve focar na sua vida de forma geral, não só se preocupar com a parte afetiva/sexual. Existe muito mais em nossas vidas do que só encontrar um marido/esposa. Acredito que quem é jovem deve aproveitar seu tempo de solteiro sem que a ansiedade pelo tempo de casado se sobreponha a esse momento tão precioso. Quando estamos solteiros devemos focar nos estudos, dedicar tempo aos amigos e família, dedicarmos um espaço aos nossos hobbys, aquilo nós gostamos de fazer e nos envolvermos principalmente na obra de Deus, com a igreja. Quanto menos tempo ociosos tiverem, menos tempo para lidar com a tentação.

Instituto Jetro - Será que os adolescentes e jovens não estão confundindo castidade com santidade?

Nelson -  Com certeza, e isso é uma das metas que temos. Muitos acham ser virgem é ser puro e santo. Quando não é exatamente assim. Essa é uma pergunta tipica do que que chamo: "Moralidade distorcida" e também de "Puritanismo". Puritanismo no dicionário significa falsa pureza, aquilo que tem aparência de puro mas não é.

Virgem significa, alguém que não teve relação genital. Por isso ser virgem é uma coisa, ser pura é outra. O fato de casar virgem, não quer dizer que essa pessoa está se casando pura.

Eu já casei muito virgem sem vergonha, por que achavam que só porque não consumaram com penetração o ato sexual estavam sendo puros. Não, não adianta. Tem muita gente que só está guardando seu órgãos genitais e esquecendo de guardar o resto do corpo. A vontade de Deus é a nossa inteira santificação. Deus não quer só uma parte do nosso corpo. Deus nos quer por inteiro.

Assim como também já casei muitas pessoas que não era mais virgens mas se casaram puras. Como assim? Eu explico, conheço casais que já tivera

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