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Perdoar: dar e receber perdão

Entrevista com Willy Torresin de Oliveira
Publicado em 30.07.2013

Como podemos ter paz com Deus? Acreditando no seu perdão demonstrado na cruz do calvário quando ainda éramos pecadores.

Willy Torresin de Oliveira, foi o entrevistado do Instituto Jetro  sobre o tema "perdão". Willy passou mais de 15 anos de sua vida no estilo de vida homossexual. No início dos anos 90, ele experimentou o amor de Deus de uma maneira poderosa. Como resultado dessa experiência, em 1998, fundou o ministério "Paz com Deus" em Londrina-PR, que oferece aconselhamento individual e um grupo de apoio para pessoas que lutam com a atração pelo mesmo sexo, e oferece ensino e treinamento em igrejas. 

Ele é o atual diretor regional da 'Exodus Brasil" , que faz parte de uma organização interdenominacional destinada a unificar e equipar cristãos para ministrar o poder transformador de Jesus Cristo àqueles que, de algum modo, estão envolvidos na homossexualidade. É coordenador do ministério "Paz com Deus" em Londrina- PR, graduado em História e Mestre em Literatura e Língua Inglesa.


  
 
Como reagir quando somos ofendidos? O que poderia falar sobre a palavra  perdoar?

 Willy- Eu acredito que perdoar nada mais é que concordar com Deus que a  dívida que a pessoa que nos ofendeu tinha conosco já foi paga por Jesus.  Perdoar não necessariamente envolve sentimentos, mas sim considerar que  o que Jesus fez na cruz foi mais que suficiente para pagar a dívida que outras  tinham conosco.
 


Você acredita que o perdão é uma questão "sine qua non" para a vida com  Cristo? Não existe lugar para a vingança ou indiferença?

 Willy- Sim, pois se não perdoamos, não podemos receber perdão nós  mesmos! Ao recusar perdoar alguém, estou dizendo que o sangue de Jesus derramado na cruz não foi suficiente - não somente para a outra pessoa, mas também para mim mesmo! Por isso foi que Jesus disse que se não perdoarmos não somos perdoados. Não é que Deus não nos perdoa quando recusamos perdoar alguém; é que não temos condições de receber para nós mesmos o perdão que recusamos dar a outra pessoa. O mesmo sacrifício foi o perdão tanto das pessoas que nos ofenderam como perdão para os nossos próprios pecados. Em outras palavras, o perdão é uma transação entre eu e Deus, e não necessariamente entre eu e a pessoa que me ofendeu. Há uma diferença entre desejar justiça - que a dívida seja paga - e desejar vingança, que aquela pessoa que me magoou sofra a mesma coisa que eu sofri, ou pior. A vingança pertence somente a Deus, mas nós recebemos justiça quando perdoamos, pois aceitamos que a dívida já foi paga por Jesus.

Como sei  se realmente perdoei alguém?
Willy - Quando lembro o que ela me fez e já não sinto mais dor profunda; quando não sou mais paralisado emocionalmente quando me recordo da ofensa. Não há necessidade de ser amigo da pessoa, e tampouco esquecer o que aconteceu. Deus nunca pediu que esquecêssemos das ofensas, mas que as considerássemos pagas por Cristo.

Alguns não querem abrir mão da razão (amor próprio) ou são muito machucadas, sendo assim não liberam perdão para alguém que lhe feriu antes que esta peça-lhe perdão. Como agir? Você acredita que quando alguém nos ofende e não perdoamos deixamos que esta pessoa governe a nossa vida?
Willy - Quando me recuso a perdoar estou basicamente dizendo que o sangue de Jesus derramado na cruz não foi suficiente - para os outros e para mim também. Portanto, continuo debaixo do poder do pecado (e não necessariamente sob o governo da outra pessoa). O perdão me liberta do poder do pecado.

Como o perdão fez e faz parte da sua vida pessoal? Poderia falar um pouco sobre o ministério Paz com Deus?
Willy -
Um exemplo é que eu fui abusado sexualmente por uma mulher adulta quando eu tinha 6 anos de idade. Aquele fato me marcou profundamente e durante muito tempo tive ódio dela. Quando entendi o que era perdoar e concordei com Deus que a dívida daquela mulher comigo já havia sido paga por Jesus na cruz, eu fui liberto dos ressentimentos que tinha contra ela. Sei também que minhas dívidas já foram todas pagas, e que não devo mais nada a ninguém. Quanto ao ministério, noto que pessoas que não perdoam ficam "travadas" nas suas compulsões e vícios, sejam sexuais, químicos ou comportamentais. A recusa em perdoar é uma prisão espiritual e emocional.

Vemos as passagens que tratam do perdão como: a do Filho pródigo, mulher adúltera, servo incompassivo, a morte de Estevão e de Jesus, entre outras. As situações são as mais diversas. O que poderia ressaltar destas histórias?
Willy - Em todas elas vemos que a pessoa perdoada e perdoadora experimenta liberdade daquilo que a aprisionava, e que o oposto também é verdadeiro. O filho pródigo é liberto da miséria física e emocional (já o seu irmão mais velho, que não o perdoa, continua prisioneiro do seu ressentimento, pois no final da estório, é o único que não entra na festa); a mulher adúltera do seu estilo de vida pecaminoso; já o servo incompassivo, que se recusa a perdoar, vai parar na cadeia, literalmente! Tanto Estevão como Jesus, ao morrerem, perdoam os que os estão matando; de fato, já considerando a dívida paga, antes mesmo de ser consumada!

Em Lucas 17: 3-4, Jesus contabiliza as vezes que devemos perdoar: sete vezes por dia e em Mateus 18:21-22 aumenta para setenta vezes sete. A oração ensinada por Jesus também inclui o perdão. Por que há tanta dificuldade em viver uma vida de perdão?
Willy - Acho que muita gente acha que perdoar é uma transação entre eu e o meu ofensor, mas de fato é uma transação entre eu e Deus. É concordar que a dívida já foi paga por Jesus, que o ofensor não me deve mais nada, e só. Não há necessidade de sentir nada, ou de haver restauração do relacionamento - isto é outra coisa. Perdoar é concordar com Deus.

Quais os seus Conselhos para pastores e líderes que precisam pedir perdão ou perdoar alguém e não conseguem? Como aconselhar alguém que precisa perdoar?
Willy -  Novamente, dizer que perdoar não é sentir nada; não é considerar se a pessoa merece ou não ser perdoada. É concordar que o sangue derramado de Jesus é completamente suficiente para pagar totalmente a dívida do ofensor contra mim. Vou fazendo isto dia a dia; é uma atitude. Mais cedo ou mais tarde percebo que meus sentimentos contra o ofensor mudam, e já não sinto mais raiva ou ódio. Toco minha vida, e aos poucos aquela memória fica bem distante. Quando me lembro novamente, não dói mais!

O Exodus Brasil está organizando o evento: 10º Congresso Exodus Brasil - Sexualidade, verdade e graça que acontecerá de 11/10 a 13/10/2013 na Igreja Evangélica - Vila Yara em Osasco- SP. Mais informações pelo Site: www.exodus.org.br 

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Título do artigo: Perdoar: dar e receber perdão
Autor: Willy Torresin de Oliveira


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