Entrevistas

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Desafios às mães


Pensando sobre os desafios que as mães deste tempo encontram, o Instituto Jetro  entrevistou pastora Helena Tannure que se converteu ao evangelho em 1983 e, seis anos mais tarde, tornou-se membro da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG).

Atuou por 13 anos como backing vocal do Ministério de Louvor Diante do Trono onde, junto com seu esposo, também participou da criação do "Ministério Crianças Diante do Trono". Foi professora do CTMDT - Centro de Treinamento Ministerial Diante do Trono - ministrando as disciplinas "O Coração do Artista" e "Arte na Adoração". Apresentadora de televisão, tem em seu currículo programas como "Diante do Trono", "Chá das Quatro" e o "Clube 700",programa evangelístico internacional que apresentou durante três anos como representante brasileira. Atualmente é apresentadora do programa "Bate Papo" da Rede Super de televisão.

Nos últimos anos Helena tem viajado ministrando a diferentes públicos sobre suas experiências pessoais com intercessão, arte, louvor e adoração, caráter cristão e família. Casada há 21 anos com João Lúcio Tannure, e mãe de quatro filhos, Helena atualmente se autodefine assim: "Sou filha de Deus, esposa e mãe". E ainda diz: "Isso é o que realmente sou, e não mudará".  Para conhecer mais acesse o site  da Pra Helena.

Pra Helena TannureInstituto Jetro - Em sua opinião, qual é a maior responsabilidade da mulher neste século? E os desafios?
H
elena - O maior desafio da mulher é crer e assumir o lugar que Deus desenhou para ela originalmente. Os equívocos do movimento feminista e o ingresso da mulher no mercado de trabalho tiraram a mulher de sua posição de mãe e esposa ou a levaram a menosprezar estes papéis. Fora desta posição, a responsabilidade de ensinar, proteger, orientar e suprir o processo de formação de um novo cidadão e ser humano é distorcido, o que reflete diretamente no coletivo. A sociedade está doente e isso se acentuou no mundo pós segunda guerra mundial que trouxe consigo uma nova identidade feminina.

Instituto Jetro - Em uma de suas palestras, você disse: "Cercamos as crianças de atrativos tecnológicos e de pouca presença de pai e mãe, mas é o relacionamento que forja o caráter". Poderia falar de sua experiência com seus 4 filhos? Como manter-se presente neste mundo levando em conta a agenda agitada dos pais e dos filhos?
Helena - 
Priorizando o que realmente é importante; se deixarmos as coisas aconteceram "naturalmente", iremos dançar conforma a música tocada por este século. É preciso estabelecer prioridades e lutar para mantê-las. Por exemplo: O que importa estarem todos juntos ao redor de uma mesa, se cada um estiver mergulhado com suas atenções em seu território virtual, respondendo emails ou nas redes sociais? É preciso esforço para desligar os celulares naquele momento, olhar nos olhos e interagir no mundo real.

Instituto Jetro - Poderia falar do seu livro "De Clara a Sofia: amor e sabedoria"? O que seus filhos te ensinaram?
Helena - 
Eles não apenas me ensinaram mas continuam me ensinando. No livro "De Clara a Sofia, amor e sabedoria" relato uma pequena parte deste aprendizado através de histórias que vivi com cada um deles. O meu desejo é inspirar o leitor a absorver aprendizado a partir das próprias vivências.

Instituto Jetro - Em sua opinião, que conceitos absorvidos pelas mulheres são contrários à palavra de Deus?
Helena - 
Mulheres e homens não são iguais. Foram criados por Deus de maneiras diferentes, com propósitos diferentes. Não é uma disputa pelo poder, são "poderes" diferentes que, somados, resultam em vida, equilíbrio, harmonia e paz. Mulheres não foram criadas para serem superiores aos homens nem subjugadas por eles. Disputas geram indisposição, egoísmo, revanchismo e estes se opõem à cooperação para a qual Deus desenhou os gêneros.

Instituto Jetro - O que poderia dizer desta relação complicada: "palavras e mulheres"?
Helena - 
Deus criou todas as coisas pela palavra. Haja! Ele disse. Mas ao homem ele formou com as próprias mãos, soprou nele fôlego de vida e somente ao gênero humano, Ele concedeu o dom da palavra. Palavras continuam tendo poder criador, elas geram vida ou morte. Nós, mulheres, por nossa própria condição, temos maior necessidade de expressar pensamentos e sentimentos, por isso deveríamos ser mais cautelosas no uso deste ferramenta criadora. Infelizmente, duplas jornadas de trabalho, síndromes e distúrbios emocionais variados têm levado, cada vez mais, a usarem palavras que deformam, rejeitam e ferem. Que o Senhor nos ajude a sermos geradoras de vida, não apenas com os nossos ventres, mas com as nossas palavras.

Instituto Jetro - Do que trata seu livro: "Da janela ao monte"?
Helena - 
É o relato do meu testemunho pessoal, de uma transformação de mente pelo poder do Senhor e sua palavra que gerou libertação em todas as áreas de minha vida.

Instituto Jetro -  Igreja sarada tem famílias saradas. Em sua opinião, as igrejas estão investindo mais em ministérios/áreas de apoio que cuidam das famílias?
Helena - Acredito que sim, mas na verdade, é o contrário: Famílias saradas é que geram Igrejas saradas. Espera-se muito da instituição, e essa deve mesmo cumprir o seu papel, mas cada cristão deve assumir o seu papel e o seu compromisso na construção de um núcleo familiar saudável e que inspire a outros, o que só acontece como fruto de uma conversão pessoal e genuína ao evangelho de Jesus Cristo.

Instituto Jetro - O que gostaria de dizer aos pastores e líderes das Igrejas brasileiras?
Helena - Trabalhem na edificação do reino de Deus e não de impérios particulares. Abandonem a inveja e a competição, muitas vezes escondidas sob uma aparência de zelo religioso. Que venha da liderança o exemplo de negar a si mesmo, tomar a cruz e seguir Jesus!

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