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Quando o último dia é o recomeço


Publicado em 06.12.2016
No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado (João 7.37-39).

O povo judeu celebrava a alegre e conhecida Festa dos Tabernáculos, ou Festa das Cabanas, ou ainda Festa das Colheitas. Relembravam os 40 anos de peregrinação no deserto, além de agradecer pelas colheitas do ano. Uma cerimônia marcante nessa festa era realizada pelos sacerdotes, que durante sete dias faziam uma procissão do tanque de Siloé até o templo, carregando jarros com água, sob o som de trombetas e grande júbilo, derramando essa água sobre o altar. Nessa jornada, a esperança do povo era reavivada com uma profecia messiânica: Vós, com alegria, tirareis água das fontes da salvação (Isaías 12.3). No último dia, o povo formava um circuito por sete vezes em volta do altar cantando "Hosana", ao mesmo tempo em que batiam sobre o altar ramos de salgueiro e palmas. Esse dia era chamado o "Dia do Grande Hosana", ou "Dia de Agitar os Ramos". O último dia da festa era o apogeu da cerimônia. A procissão era repetida sete vezes. O povo, nesse momento, resgatava na memória a promessa do Messias, que traria água para os sedentos e vida para o povo.

Aos olhos de qualquer um, o último dia é o fim. Mas, aos olhos de Jesus, não! Foi nesse momento que exclamou em alta voz. Não foi uma simples fala, mas um grito. Isso mesmo, o verbo usado indica que Jesus bradou em volume bem elevado. De fato, aos olhos de Jesus, o último dia não é o fim. Enquanto todos consideravam que a festa estava acabando pelo último rito sacerdotal, o grito de Jesus na festa apenas indicava algo que iria acontecer. Era um sinal profético da vontade do Pai que se cumpriria em Jesus Cristo e no Espírito Santo. A Trindade santa estava envolvida em cumprir algo novo, criativo, libertador, salvador no meio do povo.

Jesus exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Ou seja, aos olhos de Jesus, o último dia não é o fim, mas um novo começo. Ele indica que as águas que Deus quer derramar sobre seu povo não dizem respeito somente à colheita, mas a todo o tipo de necessidade do ser humano. Jesus mesmo apresenta-se como a fonte para matar todo o tipo de sede. Para ir à fonte, é necessário perceber que tem sede. Do que você tem sede? Sede de paz? Jesus nos deixa da sua paz. Sede de alegria? Jesus é a fonte da alegria. Sede de direção? Jesus é o caminho seguro. Sede de justiça? Jesus é o nosso juiz e advogado. Sede de vida? Jesus é a própria vida. Sede de descanso? Jesus nos aliviará de todo cansaço e sobrecarga. Sede de Deus? Jesus é o caminho, o único mediador entre Deus e os homens.

A afirmação de Jesus segue: quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Aos olhos de Jesus, o último dia não é o fim, mas um novo começo com uma nova continuidade. Jesus revela algo muito profundo. Os tabernáculos tornaram-se lugar de habitação temporária. Assim também era a habitação temporária do Espírito de Deus sobre o povo. Contudo, Jesus está anunciando que estava chegando um novo momento na vida daquele que nele crê: receberia a habitação permanente do Espírito Santo. Isso mesmo, todo aquele vai a Jesus para matar sua sede, recebe a habitação (tabernacularização) do Espírito Santo. Essa presença transforma nosso ser de dentro para fora. Daí em diante, é vida em abundância, vida transbordante, vida que gera vida. Louvado seja o Senhor!

Aos olhos de Jesus, o último dia é um dia de recomeço. A festa não acabou! Jesus quer matar nossa sede e também nos fazer canais para jorrar do seu Santo Espírito a outras pessoas.

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Título do artigo: Quando o último dia é o recomeço
Autor: Rodolfo Garcia Montosa

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