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Crítico ou crístico?


Publicado em 02.04.2007

Somos fortemente inclinados a sermos críticos. E o somos, muitas vezes, de forma ferina. Quantas vezes ferimos pessoas com os nossos comentários motivados por razões suspeitas! Temos uma tendência muito forte de desvalorizar o nosso próximo. Vez por outra somos surpreendidos criticando fortemente àqueles que não nos agradam. Falamos mal de pessoas as quais Deus ama profundamente. Motivados, muitas vezes, por avaliações equivocadas, desqualificamos as pessoas tão preciosas. O crítico negativo não mede esforços para achincalhar aqueles que o desagradam.

A crítica negativa geralmente faz muito mal às pessoas. A sua função é a desagregação. Separar as pessoas. Trazer desunião no Corpo de Cristo. Criar uma rejeição em quem está ouvindo. Rejeitamos pessoas com base em opiniões viciadas. Somos aliciados por pessoas que tentam adocicar a palavra amarga. Geralmente o crítico é amargurado. Ele verbera a sua amargura com o seu papo crítico insuportável. A chamada maledicência é uma forma de crítica negativa. O sujeito negativo vocifera a sua negatividade em relação às pessoas na Igreja e em outros contextos. Ele critica o pastor, os diáconos, os líderes de um modo geral. Mas, muitas vezes, os críticos negativos são líderes da igreja. Não criticam na empresa onde trabalham por medo de serem mandados embora, mas o fazem na igreja.

A crítica negativa começou no Éden como conseqüência do pecado quando Adão não reconheceu que havia errado também, mas colocou a culpa em Eva. "Então disse o homem: A mulher que tu me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi" (Gn 3.12). Na crítica negativa sempre nos colocamos acima das pessoas atingidas. Esta atitude é típica da velha natureza, a natureza adâmica. Não reconhecemos que somos cheios de falhas, limitações e vícios. Quando criticamos nosso irmão estamos atingindo o Senhor. Este é o ensino de Tiago. "Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da Lei e julga a Lei; ora, se julgas a Lei, não és observador da Lei, mas juiz. Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo?" (Tg 4.11,12).

Certamente o que Deus requer de nós é a natureza "crística". Ser "crístico" significa ser semelhante a Cristo. Ter o mesmo sentimento que Ele teve. Tratar as pessoas como Ele tratou.  Ele, sendo Deus, se humilhou e se fez Servo. Ele tinha uma concepção das pessoas com base no Seu amor. Ele deu a vida pelas pessoas. Sempre as tratou com dignidade. Ensinou que não devemos julgar as pessoas porque seremos julgados também (Mt 7.1-5). Se criticarmos negativamente as pessoas seremos também criticados. É a chamada lei da semeadura e da colheita.

Ser "crístico" é ser gracioso. É ter palavras que abençoam. Que curam. Palavras que levantam as pessoas. Palavras encorajadoras. Palavras sábias. Aliás, Tiago coloca muito bem esta questão. "A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento" (3.17). O "crístico" está sempre falando a verdade com amor. A sua visão das pessoas é a partir do ensino bíblico. A lente através da qual ele vê as pessoas é Jesus Cristo, a Palavra feita carne. O "crístico" está crucificado com Cristo e Cristo vive nele. "Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim". (Gl 2.20 - NVI).

Ser "crístico" significa falar palavras temperadas com sal que edificam as pessoas, contribui para melhorar a sua vida. Ele não guarda amargura no coração. Suas palavras são doces, agradáveis. Você tem prazer em conviver com o crente que um dia morreu com Cristo para servi-lO e ao próximo. Ele não entra na roda dos críticos. Dos que querem prejudicar para se beneficiarem. A palavra do "crístico" é bom remédio para o coração. Somos chamados para vivermos a vida de Cristo com todas as nossas limitações.

Quando os crentes resolvem no seu coração não criticar negativamente, a  família e a igreja são abençoadas. Tornam-se referenciais de Cristo para o mundo. O que o Senhor requer de nós? "Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malicia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave". (Ef 4.31,32; 5.1,2).

Abandonemos a crítica negativa e vivamos uma vida de profundo amor que trata as pessoas com dignidade, sabedoria, paciência e receptividade. Deus nos quer "crísticos", isto é, semelhantes a Seu Filho amado em quem Ele tem prazer. Sejamos comedidos em nossas palavras acerca das pessoas. Não sejamos precipitados. Quando der uma coceira na língua para criticar negativamente alguém, busque a orientação do Senhor. Diga não a toda e qualquer crítica negativa. Procure realçar as virtudes das pessoas e ajuda-las a vencer suas mazelas, as áreas que ainda as prejudicam. Glorifique ao Senhor sendo "crístico". 

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Título do artigo: Crítico ou crístico?
Autor: Oswaldo Luiz Gomes Jacob

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