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A felicidade de quem refugia no Senhor


Publicado em 23.08.2016
Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia (Salmos 34.8).

Entre muitos povos do antigo Oriente Próximo, havia um costume de se ter certos locais onde pessoas que tinham cometido algum tipo de crime sem intencionalidade podiam buscar segurança, não podendo ser presas ou mortas. Em Israel, seis cidades dos levitas foram separadas para servirem como cidades de refúgio, espalhadas, es­trategicamente, pelo território: três a leste e três a oeste do Rio Jordão (Josué 20.7-9). Essas cidades eram lugar de proteção, re­cuperação e reintegração.

Proteção, pois os criminosos sem dolo, uma vez correndo para se abrigarem nes­sas cidades, tinham imediato asilo que os livrava da ira sumária do vingador, ou de um linchamento pela multidão, assegurando o direito à ampla defesa (Números 35.6, 11). Recuperação, pois não poderiam sair de lá (Números 35.26-27). A vida dessas pessoas ficava vinculada à vida do sumo sacer­dote. Reintegração, pois, somente após a morte do sumo sacerdote, estariam plena­mente aptas a voltarem às suas cidades de origem (Números 35.28).

Certa vez, Jesus voltou-se contra a dureza de coração de cidades onde ele tinha feito muitos milagres. Mesmo que tivessem pre­senciado a graça e poder salvador de Cristo, não se arrependiam de seus pecados. Eram cidades de pessoas duras de coração, cru­éis, insensíveis, sem misericórdia. Cidades como Corazim, Betsaida e Cafarnaum rece­beram duro julgamento do Senhor (Mateus 11.20-24). Nesse contexto, não encontrando cidades que pudessem expressar misericór­dia e amor, Jesus se apresenta como esse lugar de refúgio e refrigério, dizendo: Vinde a mim, todos os que estais cansados e so­brecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve (Mateus 11.28-30).

Os mesmos princípios das cidades de refúgio são repetidos por Jesus. Jesus ofe­rece imediata proteção: Vinde a mim. Jesus sabe que, no curso de nossa vida, pecamos e provocamos uma série de distúrbios e di­ficuldades ao nosso redor. Não se limita aos danos sofridos pelos crimes de assassinato, mas sabe que todo o tipo de delito, pecado, injúria, difamação, dissenção e tantos ou­tros causam grande sofrimento a quem os produziu. Precisamos, todos, de uma cida­de de refúgio. Precisamos de um lugar de descanso. Jesus é esse local de descanso. Podemos correr para ele. Além disso, Jesus oferece contínua recuperação: Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim.

Não su­portaríamos carregar nossas culpas, peca­dos e condenação. Tomar seu jugo é des­cansar na verdade que ele decidiu carregar o nosso jugo. Fica suave para nós, porque ele mesmo é quem carrega. É pela sua ma­ravilhosa graça! Mas, além disso, nossa vida fica vinculada a Cristo. Por isso, podemos aprender dele a mansidão necessária para tempos de adversidade, e humildade indis­pensável para os tempos favoráveis. Por úl­timo, Jesus oferece definitiva reintegração: Achareis descanso para a vossa alma. Por causa de sua morte, fomos reconciliados com Deus e com os outros (Romanos 5.10; 2 Coríntios 5.18-19). Cristo destruiu as bar­reiras da inimizade (Efésios 2.16), razão pela qual encontramos descanso definitivo para nossa alma.

Nas cidades de refúgio de Israel, a res­tauração acontecia no meio do povo. Assim, nos dias de hoje, Jesus manifesta-se como cidade de refúgio através de seu corpo. Aqueles que são filhos de Deus, cheios do Espírito Santo, podem produzir cura pro­funda em nossa alma. Não se afaste da ir­mandade cristã para não ser apanhado pela ira do vingador de nossa alma (Números 35.26-27). Ao contrário, participe do relacio­namento sadio de um discipulado e cuidado pessoal, de uma célula, e de nossos cultos públicos. É no meio do povo de Deus que achamos verdadeiro descanso. Cristo é a fe­licidade para todo aquele que nele se refu­gia (Salmos 2.12; 40.4; 146.5; Isaías 30.18).

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Título do artigo: A felicidade de quem refugia no Senhor
Autor: Rodolfo Garcia Montosa

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