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A felicidade da abundância de Deus


Publicado em 17.05.2016
Bem-aventurados vós, os que semeais jun­to a todas as águas e dais liberdade ao pé do boi e do jumento 
(Isaías 32.20).

O profeta pinta o quadro de uma pessoa feliz: sábia, abastada e generosa. Já havia descrito anteriormente a mesma cena com outras palavras: Quando vocês espalharem as sementes nos seus campos, o Senhor mandará chuva, e as colheitas serão boas. Haverá muito pasto para o gado, e os bois e jumentos que vocês usam para arar os cam­pos comerão da melhor ração, preparada cuidadosamente e misturada com sal (Isaías 30.23-24 - NTLH). A felicidade pintada aqui tem começo, meio e fim.

O começo é a boa semente: Os que se­meais.

Todos querem o fruto pronto, mas poucos estão dispostos a semear persis­tentemente boas sementes. Em geral a se­mente é pequena, compacta, inodora, in­color, silenciosa, mas muito poderosa, pois contém todo o DNA de sua espécie. Na vida, pequenas atitudes são sementes para o que colheremos no futuro. Boas semen­tes, bons frutos. Más sementes, abrolhos e espinhos. Boas ou más, depois de lançadas no terreno do coração, sementes criam raí­zes e tornam-se difíceis de se arrancar.

Às vezes, uma única semente poderá produzir inúmeras colheitas. Outras vezes, somente uma colheita. Por isso, é preciso discernir o tipo da semente para cada estação da vida e estar disposto ao plantio uma ou diversas vezes. Um sorriso, uma oração, uma palavra doce, um abraço, um momento de silêncio, um olhar compassivo. Como diz a Palavra: Aqueles que são pacificadores plantarão sementes de paz e colherão uma seara de bondade (Tiago 3.18). Muitas são as semen­tes que podemos lançar na caminhada. Em Cristo somos convidados a semear tudo de bom da Palavra (Mateus 13.3-23).

O meio é o solo irrigado: Junto a todas as águas.

Por melhor que seja a semente é ne­cessário o bom solo. Aqui o profeta fala de terra localizada junto às águas, como que à margem de rios, daquele terreno rico e fér­til. Toda terra sem umidade devida é terra árida, seca, desprovida da capacidade de gerar vida que está dentro da semente con­cebida. Torna-se estéril, vã, inútil. O coração estéril é pesado, duro, impermeável, insen­sível, fechado, saturado, cheio de espinhos. Já a felicidade está quando a boa semen­te encontra um coração que se banha nas águas da vida. O coração fértil é sensível, tratado, humilde, aberto, revolvido, que­brantado. O terreno fértil está desejoso para receber a boa semente.

O fim é usufruir e compartilhar: Dais li­berdade ao pé do boi e do jumento.

O boi e o jumento representam os animais de tra­balho que compartilharam do processo de semeadura e colheita. Agora, como a co­lheita é abundante, não é justo privá-los de também comer do fruto da terra. A pessoa bem-aventurada sabe da abundância e não prende os pés aos que participaram, aos que estão próximos, mas permite-lhes co­mer da colheita. Abundância não é só para si próprio. A felicidade se completa quan­do compartilhamos nosso fruto com outras pessoas. Ter uma boa semente, semeá-la em terreno fértil e saber usufruir e compar­tilhar do fruto é pintura perfeita e completa do feliz e abastado.

A felicidade está em semear as boas se­mentes que têm sua fonte no Senhor, cuidar atentamente para que nosso coração esteja sempre irrigado pela presença do seu Espí­rito, usufruir e compartilhar dos maravilho­sos frutos da colheita que teremos.

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Título do artigo: A felicidade da abundância de Deus
Autor: Rodolfo Garcia Montosa

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