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A felicidade dos iluminados


Publicado em 21.06.2016
Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus (Mateus 16.17).

A pergunta continua no ar: Quem é Je­sus? Para uns, ele é um espírito aperfeiçoa­do. Para outros, o grande aniversariante do ano. Para alguns foi um revolucionário, um grande profeta, um sábio. Mas somente para quem recebe a revelação do Pai celestial e é iluminado pelo Espírito Santo, Jesus é o Cristo, ungido de Deus, o Messias espera­do, Salvador e Senhor. Essa foi a resposta de Pedro que mereceu a menção do próprio Jesus de que ele se tornara, por isso, bem­-aventurado.

De fato, a felicidade de Pedro estava ape­nas começando. Após sua declaração de fé genuína, Jesus declarou: Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edifica­rei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus (Mateus 16.18-19). Uma pequena declaração que re­vela grandes verdades.

A primeira verdade é que Jesus conhe­cia a identidade de Simão: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mateus 16.16). Ao revelar que Jesus era o Cristo, Pedro é surpreendi­do com a referência Simão Barjonas. Inte­ressante que só fala nosso nome comple­to quem nos conhece. É claro que quando alguém fala o nome completo pode querer estar dando uma bronca, não é verdade? Mas não é o caso aqui. Simão significa ca­niço, bambu, cana. Barjonas significa filho de (bar) Jonas (nome do pai de Simão). Nor­malmente, o sobrenome na tradição judaica antiga era o nome do pai. A tradução literal seria "Caniço filho de Jonas". Assim como o caniço dobra-se facilmente diante dos ventos, Jesus já sabia o quanto Simão ce­deria facilmente perante pressões, perante o pecado, perante o inimigo. Diante de um problema maior, Simão encurvava-se e caia. Por isso mesmo, Jesus intercederia brava­mente por ele. Jesus conhecia sua fragili­dade e vulnerabilidade, mas mesmo assim tinha se admirado de sua declaração de fé e o amava profundamente.

A segunda verdade é que Jesus acres­centa nova identidade de Pedro: Tu és Pe­dro, pedra, rocha, rochedo. Em Jesus, sua personalidade seria fortalecida, suas lacu­nas seriam preenchidas, seus medos seriam arrancados. A obra de Cristo, vinda a partir da declaração de fé de Simão, traria força à personalidade, resistência diante de pro­vações, firmeza em meio às tribulações. Je­sus faz do caniço uma rocha, do bambu uma pedra forte. À medida que compreendeu a profundidade dessa nova identidade dada em Cristo, Pedro aprendeu a não dobrar-se perante o inimigo, jamais balançar diante dos ventos da incredulidade e nunca mais ceder diante da pressão da própria morte.

A terceira verdade é que Jesus traz um propósito maior para Pedro: Sobre esta pe­dra edificarei a minha igreja. Pedro estava sendo levantado como um dos grandes líde­res da igreja de Jesus. Muitas pessoas viriam a conhecer a salvação e o senhorio de Cristo a partir da vida e ministério desse simples e iletrado pescador. Para que isso viesse a acontecer, Jesus estava derramando sobre Pedro autoridade para ligar e desligar, fa­zer e desfazer, abrir e fechar. Ministério sem autoridade seria um fiasco. Autoridade sem ministério seria um despropósito. Jesus dá ministério e autoridade para fazer com que a história desse homem simples marcasse a história da humanidade.

Sem Jesus, somos caniços frágeis que se dobram diante de qualquer vento contrário. Mas, quando somos iluminados pelo Espíri­to de Deus e compreendemos a verdadei­ra identidade de Jesus como o enviado dos céus para reinar sobre os céus e a terra, so­bre nossa mente e coração, encontramos a felicidade. Temos nossa história perdoada, recebemos uma nova identidade e propósi­to maior de vida.

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Título do artigo: A felicidade dos iluminados
Autor: Rodolfo Garcia Montosa

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