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Gestão de pessoas: o papel de treinamento e desenvolvimento


Publicado em 11.08.2006

Pilares da área de Gestão de Pessoas, Treinamento e Desenvolvimento são termos presentes no cotidiano das mais variadas organizações. Em muitas, porque vivem intensamente esses processos, porém de forma pouco ordenada ou estratégica. Tornam-se escolas formadoras de mão-de-obra qualificada, por não se atentarem aos resultados de todo o investimento realizado, não oferecendo às pessoas a oportunidade de colocarem em prática o aprendizado. Logo, estas ficam frustradas.

Em outras, porque não praticam Treinamento e Desenvolvimento e não conseguem tirar esse peso de seus ombros, ao verem erros contínuos em processos rotineiros, porém de grande importância, como o atendimento ao cliente por exemplo. Assim, Treinamento e Desenvolvimento acabam sendo grandes vilões na opinião final do cliente com relação à organização. E em apenas algumas estão presentes porque utilizam esses processos de maneira adequada, compreendendo que são termos distintos, porém com um mesmo propósito. Estas percebem nos resultados globais a recompensa por investir em Treinamento e Desenvolvimento, colhendo bons frutos mesmo em meio à seca.

Sobre Treinamento e Desenvolvimento existem definições distintas que vão desde diferenciá-los por considerarem treinamento voltado mais para a área técnica e desenvolvimento para a área comportamental. Também são habitualmente definidos a partir da visão de que treinamento é quando se trabalha a manutenção sobre o conhecimento anteriormente adquirido e desenvolvimento refere-se ao conhecimento que o indivíduo ainda não possui.

Aprecio a idéia que afirma que treinamento são atividades de aprendizagem voltada para a função específica realizada pela pessoa até o presente momento. E desenvolvimento são atividades voltadas para a carreira da pessoa.

Sugere uma forma mais interessante tanto para o indivíduo, como para a organização, investir nos dois processos. Ambas atividades são importantes e se complementam. Não é uma sala de aula que distingue um do outro, e sim a aplicabilidade do conteúdo apresentado, se este cabe no hoje ou se prepara a pessoa para o amanhã.

O próprio Jesus utilizava os dois processos. Mateus 13:36, diz: ...”e chegaram ao pé de os seus discípulos, dizendo: explica-nos a parábola do joio”. Num primeiro momento, treinava seus discípulos utilizando uma técnica de treinamento vivencial, que está em alta e é muito utilizada hoje nas empresas: o TEAL – Treinamento Experimental ao Ar Livre, um programa vivencial que consiste em conduzir a alta gerência e executivos para situações reais de risco, testando o trabalho em equipe, a administração do desconhecido, a capacidade de inovação e a superação de limites. Algo bastante semelhante com o caminhar com Jesus, não é mesmo?

Depois, Jesus desenvolvia-os para o que haveria de acontecer. Mateus 17:17 afirma: “E Jesus respondendo disse... até quando estarei eu convosco e até quando vós sofrerei”. Não era mais dando ênfase apenas na função de discípulos, mas preparando-os para serem futuros ministros e embaixadores. Jesus sabia da responsabilidade, do comprometimento e das decisões que teriam que assumir. Pedro já não O teria presente fisicamente ao seu lado, para orientá-lo que não cortasse a orelha do soldado (cf. Mateus 26: 51-53), o qual não viria mais para levar Jesus, mas para prender seus parceiros de “equipe de trabalho” (Atos 5:18). A partir de determinado momento, Pedro teria que submeter sua alma e sua justiça própria à vontade de Deus, para ouvir seus direcionamentos. Assim como nós, em nossas decisões diárias. Das mais simples às mais importantes.

Não era realmente necessário um programa de desenvolvimento altamente qualificado para preparar os discípulos para o que estava por vir? Para que fosse minimizada a reação dos apóstolos e todo o medo das mudanças, eles precisavam estar adequadamente preparados.

Imagine hoje, o presidente da organização em que você trabalha, o líder do ministério que você faz parte ou o pastor da sua igreja, sendo levado à desafios maiores e você fazendo parte da equipe que ficará responsável pela missão iniciada com ele! Acredito que foi em proporções maiores os desafios lançados aos apóstolos, assim como a perda do Mestre, porém, como seres humanos, acredito que as nossas reações (e as deles) seriam semelhantes. E é aqui que entra o treinamento e desenvolvimento.

São dois processos com um único propósito porque se torna inviável todo investimento feito em programas de treinamento que não contemplam ações ligadas a estratégia e a missão da organização. São programas “isolados”, sem retorno ou, pelo menos, sem o retorno devidamente esperado. Por sua vez, investir apenas em desenvolvimento, o que dificilmente ocorre no meio empresarial, por exemplo, seria fazer da organização uma escola para outras organizações que ofereçam maiores oportunidades para as pessoas aplicarem o conhecimento adquirido.

Dessa forma, as ações de Treinamento e Desenvolvimento, em um ministério, devem ser elaboradas e aplicadas segundo a sua real necessidade e das pessoas que o compõem. De nada vale a pessoa conhecer o produto e não consumi-lo plenamente. Conhecer o serviço, e não utilizá-lo adequadamente. Assim, pouco vale saber o que fazem, porém sem saber o por quê fazem. Mas muito vale quando executam sua função com excelência (treinamento) e têm a visão do todo muito bem esclarecida (desenvolvimento).

E vale mais ainda: as pessoas estarão sendo preparadas para maiores desafios, que surgirão a partir dos resultados satisfatórios gerados pelo bom desempenho em sua função atual. Isso é motivador, pois tem perspectiva, esperança, gera sonhos e vira realidade.

É importante destacar que todo processo de melhoria, como qualidade, criatividade, inovação, competitividade, é inserido nas organizações por meio de Treinamento e Desenvolvimento. Não adianta o maravilhoso desejo de alcançar um lugar mais alto, sem utilizar os degraus que vão levar a organização até este lugar. E estes degraus são o Treinamento e Desenvolvimento. O passo-a-passo.

Deve-se lembrar sempre que funções distintas exigem treinamento e desenvolvimento distintos. Pois os desafios e risco são diferentes, conforme o grau de decisão e suas conseqüências.

Mas e a experiência adquirida? Trata-se de uma ótima ferramenta que deve ser estruturada e aplicada no momento apropriado em um treinamento. E aquilo que ainda não se viu, apenas se conhece na teoria? Excelentes ferramentas para o desenvolvimento, como antecipação e prevenção a diversos acontecimentos.

Treinamento e desenvolvimento devem fazer parte de todo ministério que busca uma melhoria constante, não somente nos processos, mas nas pessoas que os compõem. Aprende-se fazendo, mas aprimora-se treinando e desenvolvendo. Porém, atenção! Não invista em treinamento e desenvolvimento se não tem perspectiva de que as pessoas coloquem em prática o conhecimento em atividades inovadoras e incomuns. Pois isso trará insatisfação. Invista em treinamento. Perceba as oportunidades de desenvolvimento e tenha uma equipe mais forte, não apenas no conhecimento técnico, mas no comportamento.

Vale lembrar que todo trabalho voluntário não carece menos de treinamento do que funções remuneradas. Não se deve basear somente na disposição e boa vontade das pessoas. O treinamento e desenvolvimento aplicam-se totalmente em situações como esta também.

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Entenda o que é treinamento e desenvolvimento 

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Título do artigo: Gestão de pessoas: o papel de treinamento e desenvolvimento
Autor: Rafael Favil Santos

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