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Entenda o que é remuneração indireta


Publicado em 10.11.2009

Este é o quinto artigo de uma série de oito que será publicada sobre todos os subsistemas em gestão de pessoas. Clique sobre o nome do autor para ler os anteriores.

No artigo anterior tratamos sobre a remuneração direta (recompensa financeira). Agora falaremos sobre um subsistema de Gestão de Pessoas, que “determina”, para quem é de fora da organização, o valor que ela atribui aos seus colaboradores: a remuneração indireta.

A remuneração indireta acontece por meio dos benefícios, os quais, quando são alinhados com as demais estratégias da organização, fazem com que os colaboradores retornem, em produtividade e comprometimento, todo o investimento destinado ao seu bem-estar.

Alguns benefícios chamam mais a atenção e são mais comentados, como os relacionados à saúde, segurança e educação. Outros são mais simples, porém também geram impacto positivo na relação colaborador-organização.

Desde o processo seletivo, o candidato está interessado não apenas no salário oferecido para a vaga em aberto, mas também sobre o “pacote” de benefícios ao qual terá direito, caso seja aprovado. Não que o candidato queira demais, mas com a precariedade da saúde, educação e segurança pública, o indivíduo espera que a organização possa diretamente amenizar essas carências, complementando sua renda por meio de benefícios como: plano de saúde, odontológico, seguro de vida em grupo, associação recreativa, previdência privada, bolsa de estudos, entre outros.

O colaborador considera que a organização, devido ao seu porte, tenha maior poder de negociação junto a agências, bancos ou convênios do que se ele fizesse algo particular.

Tenho conhecido bons profissionais que tem decidido entre uma ou outra organização com base nos benefícios oferecidos. As vantagens para a organização, e podemos incluir aqui os funcionários das igrejas, podem se traduzir em maior produtividade e foco do colaborador em suas atividades, pois ele passa a ter uma assistência ou cobertura que o Estado não tem fornecido. Com isso, reduz-se o absenteísmo, a rotatividade e os atrasos, e aumenta-se o comprometimento e dedicação do colaborador.

Outra vantagem é que sobre os benefícios não existem encargos sociais e alguns até podem gerar dedução de imposto para a organização. Daí ser uma remuneração indireta, que complementa a renda. E a organização não precisa assumir toda a responsabilidade por esses benefícios, pois a grande maioria dos colaboradores está disposta a uma co-participação em planos, convênios e parcerias, assumindo parte dos valores a serem pagos.

Se a sua organização ou igreja não possui uma grande quantidade de colaboradores, isso não é motivo para não oferecer nenhum benefício. Alguns benefícios como os já citados talvez não sejam adequados à realidade de sua organização. Porém os benefícios podem ser mais simples e com baixo custo. Vale a criatividade, inovação e esforço para entender as necessidades e desejos de seus colaboradores. Exemplos são: uma folga extra no dia do aniversário, subsídio para inscrição em vestibular, liberação de algumas horas para o trabalho voluntário dentro do horário de trabalho, ginástica laboral, palestras sobre saúde ou finanças pessoais. A organização também pode oferecer auxílio-combustível, presentes em datas especiais como casamento, nascimento de filhos e aprovação em vestibular.

Antes de oferecer algum benefício, porém, é importante saber quais são as características dos colaboradores da organização e o que eles esperam dela. Por exemplo, em uma organização que tenha colaboradores solteiros e jovens, um plano de saúde não irá gerar o impacto positivo esperado. Já uma bolsa de estudos para graduação seria um benefício bem mais valorizado.

Por tudo isso, não considero os benefícios apenas mais uma moda, mas uma tendência das organizações que desejam atrair e reter os melhores profissionais.

Para as organizações com menor número de colaboradores, acredito que melhor do que um “pacote fechado” de benefícios seja oferecer um “mix”. Pode ser a flexibilidade, que irá atender as necessidades específicas de seus colaboradores. Para os jovens, a organização pode criar caminhos para sua formação educacional e profissional. Para os pais, plano de saúde e previdência privada, para as mães, auxílio-creche.

Com os benefícios, reduz-se a preocupação do colaborador com assuntos externos, gerando motivação, compromisso, satisfação pessoal e identidade com a organização. Tornando o colaborador, o primeiro a levar uma imagem positiva desta instituição para a sociedade.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com.

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Título do artigo: Entenda o que é remuneração indireta
Autor: Rafael Favil Santos

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