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Atendimento pessoal nas organizações


Publicado em 26.01.2010

Este é o sexto artigo de uma série de oito que será publicada sobre todos os subsistemas em gestão de pessoas. Clique sobre o nome do autor para ler os anteriores.

No artigo anterior tratamos sobre a remuneração indireta, um subsistema de Gestão de Pessoas, que “determina”, para quem é de fora da organização, o valor que ela atribui aos seus colaboradores.

Todos os subsistemas de Gestão de Pessoas têm o objetivo de atrair, reter e desenvolver os melhores profissionais. Excelente! E os melhores profissionais formam as melhores organizações. Perfeito! Porém os profissionais são pessoas e pessoas não são exatas. Possuem problemas e necessidades. Ainda que sejam planejadas e com autocontroles, estão sujeitas a imprevistos ou situações inesperadas. Pessoas são fontes de alegria e inspiração. São símbolos de determinação e conquista. Mas também sofrem perdas, desgastes e decepções.

As pessoas de nossas organizações compõem a sociedade em que vivemos. Ou seja, são elas que promovem os casamentos, os nascimentos e as mais diversas comemorações. Assim como são elas também, as personagens principais de divórcios, óbitos e problemas sociais. E o ser humano como ser integral, formado por corpo, alma e espírito dificilmente conseguirá separar uma situação de sua vida pessoal do seu desempenho profissional. Aquele velho lema “deixe os problemas de casa do lado de fora do portão da empresa” já foi desmistificado há um bom tempo.

Portanto, falaremos neste artigo deste subsistema de gestão de pessoas, o atendimento pessoal na organização.

Se a organização ganha com a motivação que um colaborador apresenta quando ele está planejando um casamento, o nascimento de um filho, sua formação acadêmica ou a compra de um bem material. Essa mesma organização deverá atentar-se com o seu desempenho quando este passar por um momento difícil. E não apenas com seu desempenho profissional, mas deverá atentar-se para o seu estado emocional e físico.

Organizações de maior porte possuem profissionais devidamente habilitados para realizar um atendimento aos seus colaboradores como: psicólogos, assistentes sociais e pedagogos. Porém não é pela ausência desses profissionais que uma organização deve deixar de disponibilizar um atendimento pessoal quando alguém assim precisar.

Um colaborador que possua habilidade em relacionamento pessoal, administração de conflitos e negociação, e que tem o desejo de ajudar ao próximo, pode assumir essa responsabilidade, de modo que consiga conduzir a situação atendendo a necessidade do indivíduo dentro das possibilidades da organização.

O fato de dar atenção ao seu problema aumentará a confiança do colaborador, o qual se sentirá muito mais valorizado. Pois a indiferença diante de uma necessidade pode ser percebida por alguém, que está sensível ou fragilizado, como uma grande indiferença.

Esse atendimento deve acontecer em um lugar reservado, visando à integridade de quem expõe uma situação particular. E o colaborador designado pela organização para realizar esse atendimento deve ser discreto e sigiloso. Ele também pode realizar visitas domiciliares e hospitalares, quando o colaborador não tiver condições de ir até a organização. Um dos objetivos dessa visita é colocar a organização à disposição e sondar mais de perto as suas necessidades diante de uma situação inesperada. 

Esse profissional deve estar informado sobre as diversas formas como a organização pode auxiliar quem está precisando. É nesse ponto que a organização pode se prevenir com políticas como: seguro de vida em grupo (que prestará um auxílio profissional ao colaborador em caso de acidentes ou óbitos), empréstimo consignado com desconto em folha em parceria com o banco que atende a organização, adiantamento de férias ou ainda adiantamento da 1ª parcela do 13º salário. O auxílio nesses momentos evitará que a situação se torne em uma bola de neve. 

O importante é não fechar as portas para um colaborador que pode ser atendido com simples atitudes por parte da organização. E essa assessoria deve ser prestada, independente se a situação foi gerada pelo próprio colaborador. As pessoas erram e podem aprender ao perceber as consequências desses erros, esforçando-se para que não aconteçam novamente, justamente para não perder a confiança de quem possibilitou um socorro na hora em que ela mais precisou. 
           
Não há dúvida de que, após o período de turbulência, o colaborador irá reconhecer e valorizar toda essa atenção. Terá maior comprometimento e buscará retribuir o cuidado a ele prestado. As pessoas não são exatas, mas possuem um senso de gratidão e respeito como nenhuma máquina da mais alta tecnologia possui. Atente-se para as necessidades das pessoas da sua organização.  

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e a fonte como: http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com .

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Título do artigo: Atendimento pessoal nas organizações
Autor: Rafael Favil Santos

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