Há maior felicidade em dar do que em receber - Finanças e Contabilidade - Artigos - Instituto Jetro

carregando...
Home > Artigos > Finanças e Contabilidade > Há maior felicidade em dar do que em receber

Há maior felicidade em dar do que em receber


Publicado em 18.06.2018

 "Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber'" Atos 20:35

Recentemente conclui a leitura do livro Dar e Receber - Uma abordagem revolucionária sobre sucesso, generosidade e influência, de Adam Grant. O autor explica que, nas interações profissionais, podemos atuar como:

1. Tomadores: se esforçam para extrair o máximo possível dos outros;
2. Compensadores: se empenham em promover trocas equilibradas; e
3. Doadores: são aquele tipo raro de indivíduo que ajuda os outros sem esperar nada em troca.

Com exemplos de diversos personagens famosos, o autor reforça a conclusão de que doar não é apenas profissionalmente arriscado, mas também profissionalmente recompensador. Não é um livro para ler do começo ao fim, sem parar. É preciso degustá-lo aos poucos, para poder refletir sobre alguns conceitos, por vezes complexos, mas tão essenciais à vida.

Contrariando o senso comum de que uma pessoa doadora é explorada ao máximo sem receber a devida contrapartida, o autor apresenta histórias maravilhosas de pessoas que deixaram a sua marca trabalhando em prol do próximo. Os doadores se concentram mais nas consequências interpessoais e organizacionais de suas decisões, aceitando efeitos negativos sobre o orgulho e sobre a reputação no curto prazo, a fim de fazerem melhores escolhas no longo prazo.

"Os líderes doadores simplesmente partem do princípio de que todos têm qualidades e tenta trazer à tona o melhor de cada um. Não é sucesso que mede os seres humanos, mas o esforço."

A humildade é outra característica marcante do doador. Enquanto os tomadores em geral se empenham em sobressair como os mais inteligentes, os doadores são mais receptivos à sabedoria alheia, mesmo que ela questione suas próprias crenças. Um exemplo que me chamou bastante a atenção foi sobre vendas. É natural que se espere que um vendedor seja alguém agressivo, tenaz, características intrínsecas a um tomador, no mínimo um compensador. Mas de acordo com o autor tanto um como o outro se perdem na mediocridade.

"São os doadores, em virtude do interesse em nos conhecer, que fazem as perguntas capazes de nos proporcionar a alegria de aprender com nós mesmos."
Agindo assim, os doadores passam a compreender melhor, o que os ajuda a descobrir como vender o que os clientes já valorizam.

Outro capítulo do livro muito interessante trata da comunicação não autoritária. Acreditamos que a fala imponente e eloquente é responsável por encantar multidões e até mesmo conseguir com que outros realizem os nossos objetivos. Entretanto, o autor contrapõe o domínio pelo prestígio.
Quando estabelecemos domínio, exercemos influência porque nos consideram fortes, poderosos e competentes. Mas quando conquistamos prestígio, nos tornamos influentes porque os outros nos respeitam e nos admiram. E não há limite para o poder e a admiração que podemos inspirar porque o valor do prestígio é duradouro.

"As equipes proativas produzem em média 22% a mais sob líderes não autoritários que sob líderes autoritários." E vejam que constatação interessante: as pesquisas demonstram que quem pede orientação e ajuda a colegas bem informados e experientes é avaliado de maneira mais favorável pelos supervisores do que quem nunca recorre às opiniões e sugestões alheias. Isto porque pedir orientação gera quatro benefícios: aprendizado, transferência de perspectiva, comprometimento e enaltecimento.

"Explore o orgulho e a vaidade das pessoas pedindo-lhes constantemente opinião e conselhos, para que o admirem por seu discernimento e sua sabedoria." Walter Isaacson

Mas alguém pode estar se perguntando: como evitar que se aproveitem de mim? No capítulo 6, o autor fala sobre A arte de preservar a motivação. Ele considera que os doadores que se exaurem, são os doadores altruístas, pessoas voltadas para o interesse alheio. Doam tempo e energia sem considerar as próprias necessidades e pagam um preço por agirem assim. Em alguns casos é classificada até como generosidade patológica, definida por Barbara Oakley como um "foco doentio nos outros em detrimento das próprias necessidades."
Mas existe uma versão mais "arrojada" de doador. É o doador alterista: importa-se com os outros, mas também tem objetivos ambiciosos em relação a si mesmo e aos próprios interesses.

Ser alterista significa dar mais do que se recebe, sem perder de vista, porém, os interesses próprios usando-os como critério para escolher quando, onde, como e a quem doar. Algo como: "Amar o próximo como a ti mesmo." Você não será capaz de dar aquilo que não tem.
O autor conclui o livro com diversas dicas para aplicar os princípios apresentados no trabalho ou na vida pessoal. São ações baseadas em estratégias e hábitos de doadores bem-sucedidos. Não as listarei aqui porque seria necessário detalhar cada uma delas para que fizessem sentido. Sendo assim, reforço a dica para que leiam esta obra magnífica.
 
Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com 

Leia Também

Cuidado com o estelionato religioso
Liberalidade: o dom de repartir
A lenha da contribuição

URL: http://www.institutojetro.com/artigos/financas-e-contabilidade/ha-maior-felicidade-em-dar-do-que-em-receber.html
Site: www.institutojetro.com
Título do artigo: Há maior felicidade em dar do que em receber
Autor: Ismael Pereira dos Santos

Mais Lidos

carregando...

Comentários