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Testemunho organizacional


Publicado em 06.03.2007

Imagine-se trabalhando para a Receita Federal. Tem procurado ser um funcionário correto e diligente. Recentemente encontrou com um amigo dos tempos de escola que lhe convidou para ir ao culto na Igreja “Sendo Sal e Luz”. Ainda que a princípio um pouco resistente, pelo fato de guardar ótimas lembranças deste colega, aceitou o convite. Achou o louvor animado, as pessoas amorosas, a pregação contextualizada e decidiu ir sempre que possível. Algum tempo depois, você e um colega de trabalho recebem uma pasta com o nome desta igreja. Seu colega lhe aborda perguntando se não é a igreja sobre a qual comentou e que inclusive o havia convidado para um culto. Dentro da pasta há uma série de multas pendentes referentes a 5 anos de Declaração de Imposto de Renda não entregue.

Esta pequena estória contextualiza o título deste artigo e traz à luz não somente fatos relacionados ao dia-a-dia de nossas igrejas mas também, e principalmente, os impactos ocasionados por estes fatos, ou seja, os efeitos do testemunho da organização.

Como se sentiu o funcionário da Receita Federal que recém estava freqüentando a Igreja “Sendo Sal e Luz”? Que imagem ficou para o colega que havia sido convidado para ir ao culto? Que impacto este mau testemunho causará nas vidas destes dois homens? A imagem da igreja foi afetada?

A importância de dar um bom testemunho não é assunto novo. Líderes e pastores estão constantemente exortando e sendo exortados para a importância do bom testemunho. Devemos ser sal. Devemos ser luz. Qualquer pessoa com um pouco de tempo de igreja vai ouvir que não basta “falar”. É necessário “ser”.

Por bom testemunho entende-se o comportamento que temos no lar, na escola, no trabalho, na rua, diante dos amigos, enfim, nas situações do cotidiano. Dependendo de como testemunhamos, o efeito sobre as pessoas ao redor será positivo ou negativo.

Assim como o nosso testemunho pessoal não está limitado pelo tempo que estamos dentro da igreja, o testemunho de uma igreja também não está limitado pelo tempo dedicado para pregação, aconselhamento, ministrações, visitação ou reuniões de liderança.

Um pastor por quem tenho grande apreço me disse certa vez que não importa onde nem o quê estejamos fazendo, há sempre alguém nos observando. Poderíamos aplicar isso para a igreja enquanto organização. Há sempre alguém observando o nosso comportamento organizacional. As ações observadas, sejam elas de grandes proporções como as que a mídia tem divulgado ou aquelas “pequenas transgressões do dia-a-dia”, podem gerar um efeito positivo ou um efeito negativo. Depende de nós.

Talvez você já esteja por desistir de ler este texto porque não se identifica com a situação inicial. Talvez até se ache bem distante dos escândalos evangélicos expostos na TV e sinta bem aliviado por não ser pedra de tropeço para outros.

Pois bem, poderíamos seguir pelo artigo inteiro dando exemplos de situações semelhantes, algumas mais impactantes, outras menos, mas todas ocasionando um efeito negativo na imagem da igreja. Poderíamos exemplificar com situações na área de legislação: horas extras não pagas, FGTS não recolhido, funcionários não registrados, igrejas sem alvará, problemas com poluição sonora, obrigações legais não cumpridas. Outros exemplos seriam menos “legais” mas igualmente preocupantes: mau atendimento por telefone, informações desencontradas sobre as atividades da igreja, más condições de trabalho, ausência de prestação de contas, instalações sem manutenção, falta de zelo com os bens e equipamentos da igreja.

Antes que você comece a imaginar uma dezena de justificativas para “responder” aos exemplos acima eu lhe convido a meditar em II Coríntios 8:21 que diz “Pois zelamos do que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens”. Este texto dispensa comentários.

Portanto, não negligencie o testemunho de sua igreja enquanto organização. Nenhuma igreja está acima das devidas obrigações “diante dos homens”. Nenhuma igreja deve se eximir de dar bom testemunho para os de dentro e também para os de fora. Lembrando que os que “estão fora” terão muito menos compaixão dos nossos atos de mau testemunho.

Assim, teremos não somente bons cultos mas também deveres cumpridos. Não somente aconselhamentos abençoadores mas também funcionários registrados e pagos devidamente. Não somente um bom programa de visitação mas também finanças em ordem, livre de dívidas e com prestação de contas. Não somente pregações relevantes mas também zelo com as informações e as instalações da igreja. Não somente honestidade diante do Senhor mas também diante dos homens. Onde quer que a igreja estiver envolvida e representada, ali a glória de Deus deverá estar também.

E antes que me esqueça: Sim, as igrejas são isentas do recolhimento do Imposto de Renda mas não da entrega da Declaração Anual.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

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O governo com ênfase na organização 
As obrigações legais das Igrejas  

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Título do artigo: Testemunho organizacional
Autor: Adriana Pasello

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