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O que um administrador pode fazer pela igreja?


Publicado em 25.08.2015

A pergunta do título faz sentido. Os pastores, conselhos e diretorias das igrejas sabem que, vez por outra, surgem modismos, "novidades" e "tendências".
Frequentemente, só representam despesas sem sentido, desviando recursos que seriam muito mais úteis empregados em evangelismo e ação social, por exemplo. A contratação de administradores - também chamados de gestores - pode parecer, num primeiro momento, mais uma dessas despesas.Até alguns anos atrás, essa função nas igrejas era exercida de forma voluntária por algum membro, na maioria das vezes sem a qualificação necessária, mas com disposição, interesse e boa vontade. Isso bastava e vivíamos todos felizes dessa forma.

Isso ajuda a entender a razão pela qual a figura do Administrador de igrejas, também conhecido como gestor, alguém dedicado a gerir a parte funcional da estrutura eclesiástica, não era comum no cenário brasileiro. As eventuais falhas e deficiências eram toleradas e vistas com condescendência, pois afinal eram pessoas que dedicavam seu tempo e esforço, frequentemente dividindo seu tempo com ocupações seculares e outras responsabilidades externas. Além disso, poucas eram as igrejas cuja estrutura e porte demandavam cuidados além do trivial.

Esse cenário começaria a mudar com os novos paradigmas advindos do exterior, como, por exemplo, o modelo de megaigrejas.
Nesse novo contexto, além de contarem com membresias na casa dos cinco digitos, as instalações passariam a ter como foco ser funcionais, práticas e "amigáveis". A reboque do conceito de megaigrejas, vieram os modelos de gestão, terceirização de atividades como zeladoria, limpeza e segurança.
Cada vez mais portentosos, os acanhados templos de outrora deram lugar, em alguns casos, a construções sofisticadas, com recursos e equipamentos caros, de manutenção dispendiosa e cuidado constante.

Outro fator que fez algumas igrejas atentarem para a necessidade de gestão profissional foi o advento do Novo Código Civil. Na verdade, a realidade atual indica que a implantação de administração / gestão profissional nas igrejas é um caminho sem volta. Exigências legais, seja no campo trabalhista, como no campo cível e cuidados antes ignorados, como segurança do ambiente físico, exigem atenção e cuidado de um profissional.

Um exemplo? Quem confere a validade dos extintores de incêndio de sua igreja? Quem zela pelo quadro de horário de trabalho? Quem cuida do sistema de câmeras de segurança? Quem zela pela manutenção do veículo da igreja? Quem observa cuidados básicos da segurança física do templo?

Mas que benefícios um Administrador traz à rotina da igreja?

Num ambiente empresarial a resposta é óbvia, mas num contexto eclesiástico a maior vantagem seria aliviar a carga do pastor. Ainda persiste nas igrejas o conceito de pastor-presidente, que torna o ministro religioso o responsável legal pela igreja, como ente jurídico. Para alguns pastores, sobretudo por uma questão cultural, cabe só a ele a responsabilidade total por todo e qualquer assunto da igreja. Isso sobrecarrega o obreiro, pondo sobre seus ombros uma carga que frequentemente ele não possui condições de suportar. Além disso, se o ministro se envolve com questões como escala de folga de zeladores, isso toma tempo que deveria ser dedicado ao estudo da Palavra, preparação de mensagens, visitação e aconselhamento.

O passo seguinte é estabelecer critérios para escolher um profissional que atenda as necessidades. Evidentemente, alguém que professe a fé cristã, não necessariamente membro da igreja local. Aliás, há quem recomende que não seja membro da igreja local. Um cristão sério, maduro, ponderado, hábil no trato com o público. Outro item vital, diria fundamental, é que seja alguém alinhado com a visão pastoral. E por último, mas não menos importante, é necessário a devida qualificação e registro profissional. Lembrando que, no Brasil, apenas os Administradores registrados nos CRA's podem exercer a profissão de Administrador. Se o contrato de trabalho identificar o profissional como Administrador, a igreja sujeita-se a ser autuada numa eventual fiscalização do Ministério do Trabalho, caso o profissional não possua registro profissional.

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Título do artigo: O que um administrador pode fazer pela igreja?
Autor: Washington Fazolato Barbosa

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