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Reflexão

Filhos e cachorrinhos


Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. (Mateus 15:26)

Jesus dirigiu estas palavras a uma mulher cananéia que tinha um problema muito sério com sua filha e se achegou para pedir um milagre. Porém Jesus ministrou um princípio para aquela mulher o qual às vezes não nos atentamos. 

Nós pastores e pastoras, líderes, homens e mulheres de Deus precisamos colocar em prática este princípio que Jesus nos ensina: "Não é bom pegar o pão do filho e deitá-lo aos cachorrinhos". 

Eu entendo que os filhos são as coisas essenciais em nossa vida e ministério, nossa família, a vida de intimidade com Deus, a igreja de Cristo, nossa célula, etc...  Os "cachorrinhos" porém, é tudo aquilo que rouba tempo dos filhos, aquilo que pela urgência nos faz deixar os filhos de lado.

Às vezes nosso cachorrinho é a tecnologia, os e-mails, o WhatsApp, o Facebook, a agenda cheia, os compromissos, o nosso desejo de ser reconhecido, muitos são os cachorrinhos que nos tomam o tempo dos filhos. Temos tidos tantos cachorrinhos em nossa vida, que às vezes me pego não dando pão/migalhas a eles, mas sim picanha.

É urgente? Ou pode esperar?

Um dia eu estava orando no altar da igreja, quando alguém tocou no meu ombro e disse que precisava muito falar comigo. Automaticamente levantei dali e comecei a conversar com aquela pessoa. Logo percebi que o seu problema não era tão urgente, e que a sua dificuldade poderia esperar o meu tempo essencial com Deus.

Me senti muito mal com isto, pois eu sabia que estava tirando o pão do filhos (meu tempo com Deus) para lançar aos "cachorrinhos" (urgências de menos importância).

Tenho orado para aprender com Jesus, pois mesmo diante de uma questão tão urgente quanto uma mãe desesperada pela sua filha, e uma menina que estava "terrivelmente endemoninhada" Ele não negociou princípios.

Os discípulos de Jesus quando viram aquela mulher gritando atrás de Jesus, logo pediram ao mestre que a atendesse, porém Jesus não se moveu, calou-se diante do clamor.  Algumas vezes, teremos pessoas nos dizendo o que devemos fazer, qual deve ser a nossa urgência e o que precisamos fazer primeiro, porém não podemos esquecer do exemplo de Jesus que não se move pelas urgências externas.

Jesus sabia quem era e o que deveria fazer, por isto não teve dúvidas em responder daquela maneira à mulher. O fato é que muitas vezes tiramos o pão dos filhos para dar aos cachorrinhos por medo de não sermos aceitos, por querer ser reconhecido em nosso trabalho, para que as pessoas não fiquem chateadas conosco, por achar que precisamos subir mais um degrau e coisas deste tipo.

Quantos de nós ainda trocamos os filhos pelos cachorrinhos? Estamos tirando o tempo daquilo que é essencial para as coisas menores em nossa vida. Quais tem sido seus cachorrinhos?

Que eu e você possamos aprender verdadeiramente este princípio que nosso Mestre nos ensinou para não errarmos no que é essencial.  Sempre na graça Dele.

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