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Reflexão

Santidade na língua


Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo(Tiago 3.2).

É isto o que acontece com a língua: mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas. Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama! A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas. O ser humano é capaz de dominar todas as criaturas e tem dominado os animais selvagens, os pássaros, os animais que se arrastam pelo chão e os peixes. 

Mas ninguém ainda foi capaz de dominar a língua... Meus irmãos, isso não deve ser assim (Tiago 3.5-10 - NTLH). De maneira tão direta, Tiago aponta uma das áreas mais desafiadoras da vida: dominar nossas palavras. Em Cristo Jesus fomos feitos santos para uma vida em santidade em todas as áreas, inclusive em nossa comunicação. A Bíblia é muito rica quando trata esse assunto.

Santidade na língua evita falatórios inúteis e mexericos. E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber (1 Timóteo 6.20). Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis (Tito 3.9). Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor (Levítico 19.16). O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios (Provérbios 20.19; 11.13).

Santidade na língua elimina palavras torpes. "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem, nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças" (Efésios 4.29; 5.4).

Santidade na língua não murmura. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador (1 Coríntios 10.10). "Fazei tudo sem murmurações nem contendas" (Filipenses 2.14). "Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros" (Judas 1.16).

Santidade na língua fala a verdade. Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros (Efésios 4.25).
Santidade na língua produz vida e saúde. Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo (Provérbios 16.24). A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra (Provérbios 12.25). Águas profundas são as palavras da boca do homem, e a fonte da sabedoria, ribeiros transbordantes (Provérbios 18.4). "Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo" (Provérbios 25.11).

Santidade na língua traz livramento. O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias (Provérbios 21.23). As palavras dos perversos são emboscadas para derramar sangue, mas a boca dos retos livra homens (Provérbios 12.6). A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira (Provérbios 15.1). Recomenda estas coisas. Dá testemunho solene a todos perante Deus, para que evitem contendas de palavras que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes (2 Timóteo 2.14). 

Santidade na língua fala na medida e no tempo certos. O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é! (Provérbios 15.23). Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de espírito é homem de inteligência (Provérbios 17.27). Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele (Provérbios 29.20). Porque dos muitos trabalhos vêm os sonhos, e do muito falar, palavras néscias (Eclesiastes 5.3).

Santidade na língua agrada ao Senhor. As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu! (Salmo 19.14). De boas palavras transborda o meu coração. Ao Rei consagro o que compus; a minha língua é como a pena de habilidoso escritor (Salmo 45.1). Abomináveis são para o Senhor os desígnios do mau, mas as palavras bondosas lhe são aprazíveis (Provérbios 15.26).
Quer seja falando em português, inglês, em LIBRAS ou em qualquer outra língua, sejam santos em tudo o que fizerem (falarem), assim como Deus, que os chamou, é santo (1 Pedro 1.15 - NTLH). 

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