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Administração Geral

Conhece-te a ti mesmo: diagnóstico organizacional


Em administração geral uma das informações mais importantes é a que apresenta o nível de preparo da empresa para crescer. A visão dos fatores que influem na expansão de uma instituição, como: atuar em mercado atraente, ter perfil competitivo favorável e adotar estratégias adequadas, é procurada no mundo empresarial.

As ferramentas administrativas que possibilitam essa visão das empresas são conhecidas como instrumentos de diagnóstico. Para facilitar a compreensão do seu significado, é possível estabelecer um paralelo com a medicina humana: o médico faz um diagnóstico no paciente (check-up para descobrir as possíveis causas dos problemas), depois faz um prognóstico (o que pode acontecer se o paciente não se tratar) e ai faz a prescrição médica (dá a receita com a indicação dos remédios). 

Uma das classificações de diagnósticos organizacionais propõe quatro tipos: índices, áreas funcionais, processo e evolutivo.

- Índices: esse tipo procura avaliar sintomas através de dados provindos do balanço anual, balancetes mensais, relatórios internos de desempenho e reuniões periódicas de avaliação de resultados.

- Áreas funcionais: procura avaliar o funcionamento, a contribuição, o desempenho e a integração das áreas funcionais das empresas tais como comunicação, finanças, produção, recursos humanos, vendas, tecnologia, engenharia, entre outras. Nas igrejas podemos pensar no funcionamento, contribuição, desempenho e integração dos seus departamentos/ministérios.

- Processos: procura avaliar os sistemas, ou seja, procura avaliar como a organização planeja, organiza, dirige e controla suas atividades, sua inter-relação e importância para ela.

- Evolutivo: procura avaliar a dinâmica organizacional através do conhecimento do seu histórico, avaliação dos problemas já enfrentados e soluções encontradas, sendo considerados os planos passados e futuros.

O principal objetivo de um diagnóstico é verificar os fatores que limitam o desenvolvimento da instituição, tornando clara a situação para seus responsáveis. São inúmeros os benefícios decorrentes da sua realização e o maior deles está no conhecimento que se adquire das partes funcionais da igreja. Ele abre a sua caixa-preta com as respostas das perguntas sobre as áreas de comunicação, operações, finanças ou recursos humanos.

Como são muitas e complexas as áreas funcionais, é comum a utilização de check-lists com este propósito. Um deles relaciona problemas e essa relação é comparada com a situação da empresa: localização inadequada, desequilíbrio na distribuição de funções, centralização de decisões, sistema de controle ineficaz, concorrência excessiva, falta de pesquisa de mercado, propaganda inadequada, falta de capital de giro, falta de treinamento ou dificuldade de comunicação.

Outra abordagem é a que utiliza roteiro reunindo perguntas para auxiliar o levantamento dos pontos fracos da organização. Este tipo de roteiro não exemplifica os problemas, mas facilita a lembrança de quais partes de cada área funcional devem ser avaliadas. 

Como por exemplo: na área de recursos humanos pode-se perguntar como são os critérios de seleção, descrição de cargos, de integração, de avaliação de desempenho dos funcionários, a adequação dos níveis de remuneração e benefícios, o treinamento, entre outros. Na área de comunicação, o nível de satisfação e preferências dos clientes, o nível de avaliação concorrencial, a facilidade de acesso existente dos clientes aos produtos/ serviços.

Vale ressaltar também que o conjunto das regras da administração geral independe dos propósitos de uma organização e, mais uma vez, um paralelo com a medicina humana pode ser feito, já que os princípios utilizados para cuidar da saúde de uma pessoa, não se aplicam levando em consideração se ela é a de um advogado, de um empresário ou de um pastor.

Concluindo, é importante destacar que mesmo as igrejas que estão com bom desempenho devem fazer avaliações periódicas para conhecer a fórmula e os ingredientes do seu bom desempenho, evitando dificuldades na localização do fio da meada, quando houver turbulências (cada vez mais comuns e inesperadas), ou na execução, em tempo hábil, das mudanças necessárias para enfrentá-las.

Ao final, faço uma ressalva que considero salutar. Todo novo método precisa passar pelo crivo das Santas Escrituras e por uma profunda análise da organização que o pretende implantar. Meu conselho é de buscar a Deus em primeiro lugar e manter firme o desafio de caminharmos segundo a Palavra. Depois, avaliar a cultura da organização e estabelecer claramente se uma mudança conceitual vai trazer mais efetividade de expansão de evangelismo e das boas novas. Se as respostas forem afirmativas, use os conceitos para expandir a organização e evangelize com criatividade, de modo a que almas continuem reconhecendo Jesus como único e suficiente Salvador.

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