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Finanças e Contabilidade

Onde compraremos pão?


A experiência que passamos nos últimos doze meses foi o termômetro que identificou aqueles que haviam construído uma provisão para passar por uma estação difícil, e aqueles que, de certa forma, ignoraram a proposta de sempre ter uma reserva, fortalecendo a ideia sugerida em um dos provérbios bíblico, que diz que na casa do sensato há sobra, mas o tolo consume tudo que ganha.

Não podemos deixar de lado a importância da nossa fé em um Deus, Criador, Pai, Provedor, e, com certeza, todos já puderam ter uma experiência com a provisão vinda da parte do Senhor.  Agora, a Palavra de Deus não nos exime da nossa responsabilidade, da importância em colocarmos em prática, a sensatez de aprendermos a ter uma reserva de contingência.

Com a experiência do trabalho em replanejamento Financeiro, acompanhamento de algumas pessoas, famílias, empresas e até alguns líderes, pude perceber que viveremos um tempo de mudança significativa para aqueles que, de fato, aprenderam durante este ciclo de crise.

Estamos dispostos a desenvolver um plano, uma estratégia, mesmo sabendo que estas podem falhar, pois realmente são passíveis de erros, porém, mais uma vez, quero usar uma proposta bíblica que nos adverte: ninguém vai para a guerra sem antes ter pesando em um plano.

Quero usar um detalhe que ocorreu em João 6, na multiplicação dos pães. Jesus, o protagonista não só dos Evangelhos, mas de toda história da criação, permite que Filipe, André, coloque na mesa sua ideia para contribuírem para aquele momento, cujo propósito era um ensino pedagógico, pois o plano já estava decidido na mente de Cristo, o texto nos explícita este propósito.

Agora, fica uma pergunta para cada um de nós: Em tempo de Crise, seja você um CEO, um pai ou mãe de família, um líder da sua comunidade, será capaz de conceder oportunidade para que as pessoas que estão no seu projeto possam também ter uma fala, uma sugestão, participar das decisões?

Perceba que o momento de escassez, ou o tempo de crise, é uma grande oportunidade para que possamos ouvir outras percepções, mesmo que, por fim, sua ideia, sua proposta, já esteja definida.

É certo que nosso Pai Celestial nos garantiu a provisão diária, quando afirmou através de Cristo: O pão nosso de cada dia nos dá hoje – verdade exemplificada várias vezes nas histórias bíblicas e, mesmo quando o próprio Cristo já proveu tudo, como em João 21, ele nos convida para a coparticipação, quando disse aos discípulos, quando estavam com seu barco com 153 grandes peixes, e o desjejum já pronto: Podem trazer mais algum peixe para juntos compartilharmos?

E o incrível desta história é que o peixe era só um detalhe para restaurar um relacionamento perdido no dia da Crucificação, exclusivamente por Pedro.

Isto também nos traz uma lição preciosa: A provisão como elemento para a restauração relacional e não simplesmente para matar somente a fome.

Artigo publicado originalmente na Revista Sabedoria. 

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com.

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