Pensar sobre dinheiro estraga o prazer
Publicado em 01.06.2010
Acesso ao dinheiro compromete capacidade de saborear sensações mais simples da vida. Olhar para uma fotografia que lembre riqueza pode acabar com a capacidade de uma pessoa em saborear prazeres mais simples da vida.
Embora a ideia de que o dinheiro não compra felicidade exista há muito tempo, só agora os cientistas provaram que apenas pensar nele já diminui a satisfação com os prazeres mais simples da vida.
Os autores chegaram à conclusão de que o acesso ao dinheiro compromete a capacidade de uma pessoa de saborear os prazeres simples da vida e que até mesmo olhar para uma fotografia que os lembra de riqueza pode diminuir seus níveis de satisfação.
O estudo mostrou também que quando as pessoas contam com o suficiente para suas necessidades básicas, possuir mais dinheiro exerce pouco efeito sobre o prazer de viver a vida.
O estudo, chefiado por Jordi Quoibach da Universidade de Liege, na Bélgica, foi realizado com 350 funcionários da instituição, e envolveu do faxineiro até cargos mais seniores.
Eles responderam perguntas sobre quanto ganhavam e quanto economizavam e suas atitudes em relação ao dinheiro. Os cientistas mediram a habilidade dos voluntários de saborear - uma capacidade de sentir emoções positivas como contentamento, gratidão, alegria, admiração e entusiasmo durante uma experiência.
Os resultados mostraram que os voluntários que eram mais ricos tiveram um nível mais baixo na autoavaliação de sua habilidade de saborear, o que neutralizou os efeitos positivos do dinheiro em sua felicidade, apesar de serem em geral, ligeiramente mais felizes do que os menos abastados.
Os voluntários foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Um deles viu a foto de uma pilha de dinheiro como um lembrete de riqueza. O outro viu a mesma imagem, só que estava tão borrada que ficou irreconhecível.
Depois de ver as imagens, os voluntários preencheram questionários destinados a avaliar sua capacidade de apreciar experiências agradáveis. Aqueles que viram primeiro a imagem limpa obtiveram as menores pontuações em sua capacidade de saborear experiências.
Em um segundo teste, 40 estudantes receberam uma pasta com um questionário sobre sua postura em relação ao chocolate.
A pasta continha também uma fotografia que fazia parte de outro estudo, uma pilha de dinheiro ou um objeto neutro. Depois, eles comeram um pedaço de chocolate.
Dois observadores, que não sabiam qual imagem tinha sido vista por cada voluntário usaram cronômetros para medir quanto tempo eles saboreavam o chocolate, e deram notas sobre o quanto eles pareciam estar gostando do doce.
Os indivíduos que tinham visto a foto do dinheiro gastaram em média 32 segundos para saborear o chocolate enquanto que aqueles que tinham visto a imagem neutra gastaram 45 segundos em média e pareceram ter mais prazer.
Fonte: R7, 01/06/2010
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