Internet brasileira atrai investidores
Publicado em 31.08.2010
A América Latina é uma das regiões mais promissoras quando o assunto é negócios na web. De 2009 para cá o uso da rede por latino-americanos cresceu 23%, chegando a representar 8% em relação ao resto do mundo (o que já é mais do que o Oriente Médio e a África juntas). Dentro desse grande mercado, há um gigante e, inevitavelmente espiado por todos, chamado Brasil.
O mercado virtual no Brasil se distingue dos demais países da região, segundo Bob Wolheim, empreendedor reconhecido no meio digital e atual sócio-fundador da SixPix Content. O empresário deu uma entrevista para o TechCrunch TV e contou-lhes como vê o e-commerce latino-americano.
O brasileiro chamou a atenção para alguns dados estatístico: enquanto a Colômbia foi quem mais cresceu neste último ano (38%), o Brasil teve o maior número bruto de usuários novos na rede (6 milhões). Aliás, os brasileiros online representam mais do que o dobro quando comparados aos números do México e da Argentina. E, ainda, somos os que ficam mais tempo online: uma média de 26,4 horas por mês.
O site avalia a América Latina como um lugar "confuso" e cheio de "contradições", o que complica a vida das empresas - norte ou sulamericanas - que querem investir nessa área.
A matéria pontua ainda alguns dados negativos para as empresas norte-americanas. Exceto pelo Orkut e pelo Hotmail, os brasileiros gostam e navegam mais em sites em português, enquanto os usuários de língua espanhola entram em sites que variam entre em espanhol e em inglês. Ela aponta para o fato de o Brasil ser o único país na América Latina onde o Facebook não domina.
A única tendência que aponta em concordância com os demais é em relação ao Twitter. Na América Latina o site cresceu 13 vezes no ano passado, sendo o Brasil o maior responsável pela taxa. Para efeito de comparação, no mundo o Twitter cresceu 5 vezes, de acordo com relatório da comScore.
Patriotismo
No que se refere ao mercado de compras online propriamente dito, o brasileiro se mostra "patriota", segundo o texto. O Brasil representa "apenas" 35% do fluxo na web em relação à América Latina e, mesmo assim, responde por 61% dos gastos com este tipo de comércio. 95% dos brasileiros preferem comprar em sites daqui mesmo, enquanto países como Porto Rico tem a mesma taxa (95%) só que despendendo seu dinheiro em sites nos EUA.
Comenta-se ainda sobre o Peixe Urbano, site de compras coletivas (GroupOn) que teve um crescimento muito rápido desde sua criação. Na última sexta-feira, 27, cadastrou-se no site o usuário "1 milhão", isso em cincos meses de funcionamento. Outros 20 sites já entraram na concorrência, angariando por fatias desse mercado promissor.
Aponta-se ainda o que pode ser uma possível "boa notícia" para o Brasil. "Se este ritmo de crescimento, esse tempo gasto na web, e o uso de dólares através de compras online continuarem a crescer, nós prevemos que o Vale do Silício vai começar a fazer pequenas aquisições ao sul da fronteira já nos próximos anos". É esperar para ver.
Fonte: Link Estadao.com.br, 30/08/2010
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