INSTITUTO JETRO - ARTIGOS - Reflexão - Liderando uma santa revolução

Liderando uma santa revolução Rodolfo Garcia Montosa
Publicado em 13.06.2008

No Novo Testamento o Pentecoste foi o qüinquagésimo dia após a ressurreição de Jesus Cristo marcado pela descida do Espírito Santo sobre a igreja que é essencial para a vida cristã dinâmica e produtiva.
 
Como havia sido prometido por Cristo, a chegada do Espírito Santo foi marcada por uma presença intensa segundo o relato de Atos 2. Todos ouviram, viram e ficaram cheios do Espírito Santo.
 
Foi o início de uma grande revolução que marcou o nascimento da igreja e envolveu os crentes na revolução do Reino de Deus.
 
A revolução na comunicação
 
Os discípulos foram tomados de tal poder sobrenatural que passaram a falar línguas com tal clareza que todos os judeus vindos de todas as nações do mundo ouviam falar em sua própria língua, quebrando as barreiras de comunicação (v.5-21). Além disso, Pedro levanta-se no poder do Espírito em um discurso lúcido e persuasivo, esclarecendo as verdades que todos estavam testemunhando (v.14-36).
 
Como tem sido a sua comunicação?
A comunicação feita pelo Espírito deixa tudo claro a todos.
 
A revolução na conversão
 
A resposta à comunicação clara das verdades do evangelho de Jesus Cristo veio com arrependimento e conversão (v.37-41, 47). Aliás, essa é uma obra essencialmente do Espírito, pois é Ele quem nos convence do pecado (Jo 16.8-11), quem nos adota como filhos e nos revela isso (Rm 8.15, 16), quem é a própria garantia do que está por vir (2 Co 1.22; 2 Co 5.5; Ef 1.13,14) e que nos conduz a uma vida de santidade (Gl 5.16, 22). A conversão deixa de ser um momento para ser um processo íntimo e intenso.
 
Que intensidade você tem observado nas conversões?
A conversão provocada pelo Espírito é verdadeira, profunda e progressiva.
 
A revolução na comunhão
 
O que Babel separou (Gn 11.7,8), o Espírito Santo uniu (v.44-46). Essa é a essência de sua ação: fazer-nos um. A dimensão que a igreja cheia do Espírito vive é no amor doação, altruísta, que visa o melhor do outro. Isso também é obra exclusiva do Espírito Santo (Ef 4.2,3). Qualquer discurso separatista em nome do Espírito Santo não vem dEle. A fonte da verdadeira comunhão é o Deus trino que é, sem si, comunidade. Pode-se rejeitar a pregação como mais uma doutrina mas as pessoas se rendem à evidência da comunhão.
 
Quão verdadeira tem sido a comunhão na igreja?
A comunhão promovida pelo Espírito é da mesma dimensão da Trindade.

Assim o Espírito Santo continua fazendo em nossos dias. Nós, que estamos em Cristo, temos seu Espírito. Nosso desejo profundo, porém, é que a igreja viva a mesma dimensão no Espírito vivido pela igreja de Atos.
 
Como líderes reconheçamos que precisamos desesperadamente do Espírito Santo: para nossa comunicação, para nossa conversão e para nossa comunhão. Somente através do Espírito Santo nos engajamos na revolução do reino de Deus que produz mudanças radicais nos indivíduos e na sociedade. Prepare-se para liderar uma santa revolução!

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Título do artigo: Liderando uma santa revolução
Autor: Rodolfo Garcia Montosa

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