
Você pratica empowerment ?
Rogerio Leme
Publicado em 11.07.2007
Há uma análise proposta por Peter Drucker sobre gestão de tempo que se baseia nas seguintes perguntas:
1. O que eu estou fazendo que não precisa ser feito?
2. O que eu estou fazendo que poderia ser feito por outra pessoa?
3. O que eu estou fazendo que apenas eu posso fazer?
4. O que eu deveria fazer que não estou fazendo?
A segunda pergunta é a primeira análise para você iniciar a prática do Empowerment: "O que eu estou fazendo que poderia ser feito por outra pessoa?".
Afinal, o que é praticar Empowerment?
Praticar Empowerment é possibilitar que as pessoas atuem com mais autonomia, autoridade e responsabilidade, utilizando suas competências e assumindo a responsabilidade pelo trabalho e resultados, como se fossem os "donos do negócio".
Isso não deve ser uma prática exclusiva dos líderes. O ideal é que todos pratiquem o Empowerment, e claro, principalmente os líderes. Ao executar essa prática a organização dá um passo importante para incentivar a gestão empreendedora em busca da excelência.
Ao dar a oportunidade de responsabilidade para as pessoas, elas se sentem valorizadas. Por outro lado, não é recomendado sair distribuindo tarefas para todos, ainda mais se sua equipe não estiver preparada, pois o resultado seria desastroso.
Imagine uma organização que por diversos anos viveu em um regime centralizador. Certamente, até mesmo para as atividades mais simples a equipe deve recorrer ao seu gestor, e isso toma tempo dele. Mas além do tempo, isso proporciona à equipe um atrofiamento de iniciativa, proatividade e empreendedorismo, extremamente prejudicial. Se você ou sua organização é assim e você concluir que é preciso mudar ao terminar de ler esse artigo, contenha-se para não sair agindo erroneamente, distribuindo responsabilidades, pois, lembre-se, sua equipe está atrofiada. Será preciso alguns exercícios e "fisioterapia" para que os movimentos naturais sejam retomados.
Reúna a equipe, reconheça o tempo de centralização e faça uma reflexão sobre os pontos que podem ser melhorados com a participação de todos. Ouça o que a equipe tem a dizer e registre suas inseguranças. Inicie distribuindo pequenas tarefas e acompanhando a evolução e, gradativamente, vá distanciando esse acompanhamento. Mas antes mesmo de distribuir, oriente, oriente e oriente. Deixe claro o resultado final que o colaborador terá que alcançar e mostre como ele pode se certificar que está no caminho correto. Em resumo, oriente-o a agir, mas é importante que ele coloque seu toque pessoal e não seja um mero repetidor ou suas mãos. Ele precisa pensar e agir por conta própria e você, líder, deve apoiá-lo para que conquiste isso.
Empowerment é dar poder para realizar, influenciar e melhorar não só no trabalho, mas também na vida, por isso, o ideal é que as organizações disseminem o Empowerment efetivamente como uma cultura organizacional.
Mas, voltando às perguntas de Drucker, quando o processo estiver andando bem, passe a trabalhar a terceira pergunta, "O que eu estou fazendo que apenas eu posso fazer?", gerando sucessores dessa atividade também, pois assim você dará mais um importante passo para o Empowerment.
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Título do artigo: Você pratica empowerment ?
Autor: Rogerio Leme