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A eficácia de Jesus na formação de sua equipe + lido em março 2008


Publicado em 07.03.2008

Provavelmente, seu sonho, como líder, é ter uma equipe capaz e apaixonada pela Obra e por Deus. Uma equipe visionária e eficiente. Parece utopia, mas não é. Jesus teve uma equipe cheia de falhas – formada por pecadores como nós – mas que foi amplamente vencedora. Para termos uma equipe semelhante, precisamos aprender e conhecer seus passos na seleção de seu time. Seguem seis princípios de sua liderança

1.    Jesus identificou o perfil de seus comandados

“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” Marcos 1.17

Jesus buscava ajudadores que contivessem duas características: paixão e competência. As perguntas fundamentais na escolha de uma equipe são “onde está o teu coração?” e “qual a tua competência?”. Entendo por competência o conjunto de habilidades, unção, conhecimento e experiência. Já a paixão ou coração é o caráter, a intenção, o compromisso e os valores pessoais.

Nas igrejas há aqueles que são apaixonados por um ministério, mas não demonstram competência para atuar nele. Como exemplo, há os que se sentem plenamente realizados atuando no louvor, mas basta ouvi-los cantar para saber que eles não têm vocação para o canto fora das quatro paredes do seu banheiro. Em alguns casos, um pouco de técnica resolve. Em outros, não.

Há ainda o crente competente para cantar, mas que não têm nisso seu coração. Assim, o conhecimento é quase vão, a dedicação se torna obsoleta e os frutos do ministério, escassos. O melhor é tentar atrair o coração dessa pessoa, sem autoritarismo. Isso precisa ser Obra do Espírito, não de homens. Caso essa atração não ocorra, o líder é o encarregado por planejar uma substituição. Nem sempre o conhecimento basta.

Por fim, há aqueles que atuam em área onde são incompetentes e não têm nela seu coração. Geralmente estão lá por determinação de alguém que o “empurra”, na melhor das intenções. Aí só há uma saída: retire-o de lá com urgência. Não receie abrir lacunas. Ore e Deus proverá.

2.    Jesus selecionou alguns

“Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E, quando amanheceu, chamou a si e os seus discípulos e escolheu doze dentre eles.” Lucas 6.12,13

Não vejo outra forma de alcançarmos um ministério bem sucedido se não pela busca incessante da direção do Pai. Jesus orou antes de formar sua equipe. Um princípio básico, simples e eficiente. Ele dedicou-se pessoalmente ao processo de escolha e foi pró-ativo nesta seleção. Conviveu com seus discípulos, caminhou com eles, conheceu seus anseios.

Um ponto interessante na atitude de Jesus é que Ele escolheu justamente aqueles que tinham uma ocupação. Estou certo que é melhor liderar pessoas engajadas em um determinado trabalho – ou que pelo menos já o foram - do que desocupados. Pessoas trabalhadoras se encaixam melhor no perfil de uma equipe ideal. Estar ocupado significa envolver-se naquilo que se propõe. Dedicar seu coração, sua alma, sua vida.

3.    Jesus capacitou os escolhidos

Não há como falar sobre o processo de escolha dos discípulos sem fazer alusão à frase “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”. No Reino de Deus, capacitação é primordial. “Então, começou a ensinar seus discípulos ...”, narra Marcos falando sobre essa relação de ensino entre Jesus e sua equipe. O próprio Espírito Santo foi enviado com a tarefa de nos “ensinar todas as coisas”.

Capacitação é o ato intencional de fornecer meios para proporcionar uma aprendizagem que invariavelmente representa mudança no comportamento humano, que decorre dos novos conhecimentos, do desenvolvimento das habilidades, da lapidação das atitudes e da formação de conceitos.  

Treinar um membro da equipe pode ser trabalhoso, mas é fundamental para que o ministério não se perca. Quando a igreja tem membros bem treinados, ela se desenvolve melhor. E a recíproca é verdadeira. Igrejas maduras, bem desenvolvidas, valorizam a capacitação.

4.      Jesus deu o direcionamento

Jesus também orientou como os setenta deveriam agir (Lc 10.1). Falou desde o que deveriam levar até como deveriam se comportar. A missão era clara e bem definida. Jesus enxergou o objetivo, montou a equipe, comunicou, instruiu e encorajou os envolvidos pela significância da Missão.

Assim como Jesus, você precisa orientar sua equipe e conduzi-la à visão que Deus lhe deu. É sua função direcionar a obra: definir metas em cada etapa, o papel de cada um no processo e acompanhar todo o andamento da missão, não deixando que as coisas ocorram ao “acaso” ou no improviso.

5.    Jesus avaliou o trabalho

O feedback, ou a reação dos envolvidos nos processos – locutores, interlocutores e receptadores – é fundamental para o sucesso. Sem avaliar os resultados de cada etapa, corre-se o risco de desperdiçar informações importantes para as próximas. Em pelo menos duas ocasiões, Jesus reagiu ao comportamento dos discípulos e deixou claro uma opinião sobre os fatos:

“Roguei a teus discípulos que o expelissem, mas eles não puderam. Respondeu Jesus: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco e vos sofrerei? Traze o teu filho.” Lucas 9.40, 41

“Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!... Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai... E, voltando-se para os seus discípulos, disse-lhes particularmente: Bem-aventurados os olhos que vêem as coisas que vós vedes.” Lc 10.17, 24

Esses dois momentos referem-se ao mesmo assunto: expulsão de demônios. Em um caso Jesus repreendeu os discípulos por não terem conseguido expulsar e, no outro, eles se surpreenderam pelo fato de os demônios se submeterem.

Um dos objetivos de avaliar a equipe é descobrir onde é preciso concentrar nossos ensinamentos. A avaliação é um meio, não um fim. Deve ser relativa ao objetivo desejado, mas observa também as habilidades e as atitudes em evidência no grupo. Avaliar é essencial tanto para reforçar o que é positivo como para punir o que é negativo, resultando em ajustes. Perceba que Jesus em um momento reprovou, mas no outro aprovou o comportamento da equipe - o que evidencia sua capacidade de olhar qualidades e defeitos com a mesma intensidade.

6.    Jesus incentivou sua equipe

“... ninguém há que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou pais, ou filhos, por causa do reino de Deus, que não receba, no presente, muitas vezes mais e, no mundo por vir, a vida eterna.” Lc 18.29-30

O maior incentivo de quem serve deve ser agradar o Senhor. Não há alegria maior para um servo do que sentir que Deus está feliz com suas atitudes e trabalho. Por isso, creio que o maior incentivo de quem serve é que se permita que ele sirva mais.

Incentivar a equipe é estar atento à satisfação de todas essas diferentes necessidades das pessoas. Uma organização ou agrupamento não deve pretender suprir todas as necessidades de alguém, mas deve ser sensível a qual estágio cada um se encontra fazendo o melhor para ajudar cada qual em seu momento de vida.

Estes seis princípios observados na vida de Jesus na formação de sua equipe podem e devem ser perseguidos. Imitar Jesus abrange todos os aspectos de seu caráter perfeito e seu procedimento exemplar. Nele não havia pecado, por isso tudo o que pudermos observar é digno de ser imitado. Vamos sempre continuar a aprender como nosso Mestre.

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Título do artigo: A eficácia de Jesus na formação de sua equipe
Autor: Rodolfo Garcia Montosa

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