
Eu também quero um ministério de comunicação na minha igreja
José Granado Garcia Filho
Publicado em 25.10.2004
A palavra comunicação é uma das que menos aparece na Bíblia. Na, verdade, em uma busca rápida, é possível encontrar apenas 4 versículos que a contém explicitamente. "Tornar comum" e "fazer conhecido" são significados que a traduzem com mais precisão. Mesmo sem tantas citações bíblicas, a comunicação hoje tornou-se um objetivo quase que obrigatório a ser perseguido pela maioria das igrejas. Explico melhor: um departamento de comunicação, uma estrutura com pessoal que trabalhe para fazer a igreja aparecer na mídia cristã e secular, além de produzir o boletim e colocar as fotos dos eventos no site. Se ao ler o parágrafo acima, você se identificou com a definição, não fique feliz. Um verdadeiro departamento ou ministério de comunicação passa longe disso. Vamos dar uma olhada em Filemon 1.6 para encontrarmos a síntese do que este artigo quer demonstrar: "Para que a comunicação da tua fé seja eficaz no conhecimento de todo o bem que em vós há por Cristo Jesus." Podemos destacar três aspectos do versículo: Esses três aspectos, se forem encarados como princípios balizadores – e é isso que realmente são – podem mudar a concepção de muitos ministérios sobre comunicação. O crescimento de uma mídia segmentada no meio cristão, ainda não madura profissionalmente, acabou deturpando o conteúdo maior a ser comunicado. É evidente que para toda a regra, há a exceção. E, infelizmente, nesse caso, elas são pouquíssimas. Assim, assistimos, lemos e ouvimos a notícias que, de boas-novas, não têm nada, ou quase nada. São promoções pessoais de "grandes homens de Deus"; cobertura sociais de eventos de ministração da palavra; entrevistas que questionam pouco sobre o que poderia ser edificante; e análises e/ou críticas superficiais. O segundo ponto - eficaz – é o que vai direcionar toda a filosofia do departamento/ministério de comunicação. Para isso, é essencial responder às seguintes perguntas: Na verdade, a principal questão é a de número 1. É a partir dela que o restante é estruturado. Ter uma comunicação eficaz também significa que ela deve ser planejada e executada por alguém especializado. Nem pensar em deixar o departamento/ministério na mão daquele irmão que gosta de ler, tem amigos na imprensa ou é bom em português. Caso não haja mesmo condições de contar com os serviços de um jornalista ou de um relações-públicas, ainda há uma saída. Solicite estagiários a uma universidade ou faculdade de comunicação. Com o acompanhamento de um professor e com as explicações do pastor/ministério, é possível chegar a um resultado razoável e, às vezes, surpreendente. Não meça esforços para confeccionar materiais de boa qualidade. Em uma época de tantos recursos disponíveis, como TV, Internet, revistas, cinema, a referência visual das pessoas – sobre o que é bom ou ruim – está um mais elevada. Seja criativo: Jesus, em sua época, conhecendo as limitações das pessoas (seu público) em atentar para longos e cansativos sermões, não pensou duas vezes ao estimular a imaginação delas com parábolas. Através de suas histórias, as pessoas podiam se identificar com os personagens e, assim, reconhecer em si mesmas, as mesmas carências e necessidade de redenção. Imagine hoje, com tanta tecnologia disponível, como Jesus poderia comunicar o Evangelho? Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com
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Título do artigo: Eu também quero um ministério de comunicação na minha igreja
Autor: José Granado Garcia Filho