INSTITUTO JETRO - ARTIGOS - Administração Geral - As dificuldades do profissional das igrejas

As dificuldades do profissional das igrejas Rafaela Bonezzi Junqueira Scicchitano
Publicado em 26.01.2010

Falar sobre o proceder de um funcionário dentro das igrejas é bastante complexo, porque ao mesmo tempo em que este deve manter uma postura centrada e extremamente profissional, há inegavelmente certo envolvimento emocional e espiritual nesta função. A busca eterna de todo o profissional desta área, pelo que ouço e presencio, é encontrar o equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e espiritual.

O trabalho administrativo é o mesmo de qualquer outra empresa designada secular, a dificuldade está em como se portar no ambiente em que você é um profissional e ao mesmo tempo, membro da instituição, ou seja, tudo o que você vê, as falhas e os acertos implicam diretamente naquilo que você acredita. Manter uma postura estritamente profissional não é fácil, como já citado, pois normalmente estamos envolvidos emocionalmente.

Quando exercemos algum trabalho nos finais de semana como membros, ou seja, participando de ministérios ou sendo voluntários, infelizmente na maioria das igrejas, esta atribuição acaba sendo vista como uma continuação do trabalho profissional. O não esclarecimento desta diferenciação pode causar uma impressão de que os outros membros não precisam ou não devem se envolver com os ministérios porque os funcionários já estão trabalhando nisto.

Outra dificuldade que surge é a dos membros da igreja utilizar-se de momentos do louvor, da oração, da coleta de dízimos, oração para as crianças ou até mesmo o momento da pregação para pedir “favores”, como levar um aviso para o pastor no final do culto, entregar o envelope de dízimo na administração ou responder perguntas diversas sobre as atividades que acontecerão durante a semana. Para alguns profissionais, isto não é problema, mas para outros é o princípio da sensação do trabalho como peso.

Ter limite entre o trabalho e a nossa função como membro é um longo processo a ser conquistado, mas que só depende de cada um, se não colocarmos limites para nossas funções eclesiásticas e nossa função profissional em menos de um ano estaremos com crise, no trabalho, com Deus, com os membros, e por fim conosco mesmo. Por isso é tão comum ver as pessoas saírem da função administrativa e pedir transferência da igreja. Dentro das vertentes que diferem a necessidade de cada um de mudar de emprego, o motivo da saída, na sua maioria, é a decepção para com os líderes e membros.

Infelizmente vemos que as pessoas gostam de inflamar que nós que trabalhamos em igrejas exercemos um ministério, que é um privilégio entre outras coisas. É importante deixar claro que qualquer trabalho lícito é um privilégio e que em todo o tempo e em qualquer lugar estamos sendo testemunho e exercendo um ministério, porque o maior privilégio é sermos filhos de Deus, e isso deve prevalecer em qualquer circunstância. Quando pensamos assim entendemos qual deve ser a nossa postura dentro do trabalho e no serviço ao Reino de Deus.

Trabalhar numa igreja não deve jamais ser um peso. Em todas as áreas da nossa vida devemos preservar a nossa transparência e colocar o melhor do que temos naquilo que fazemos como cita Cora Coralina nesta frase: “Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas”. A ineficiência do nosso trabalho ou a nossa frustração é especificamente individual, porque o seu trabalho só depende de você e o sentimento que você exerce sobre ele também.

Acredito que trabalhar numa igreja é uma grande prova e um teste de relacionamento com Deus, afinal sempre acontecerá algo de que você discorde ou até mesmo se decepcione. E neste momento entra aquela grande palavra: “nunca olhe para os homens e sim para Deus”.

No meu caso específico aprendi a lidar com isso logo no início, pois ao mesmo tempo em que você vê os seus líderes tomando decisões erradas que provavelmente você também tomaria, logo presenciamos atitudes louváveis e com isso aprendemos que eles (pastores, líderes, membros) são pessoas como você, que erram e voltam atrás, pois o intuito de todos é o mesmo: GLORIFICAR o nome de Deus.

Este versículo é um grande auxílio no nosso trabalho dentro das igrejas, quer seja como profissionais ou como voluntários nos ministérios: “Portanto meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão”. 1º Coríntios 15.58.

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e a fonte como: http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com.

URL: http://www.institutojetro.com/Artigos/administracao_geral/as_dificuldades_do_profissional_das_igrejas.html
Site: www.institutojetro.com
Título do artigo: As dificuldades do profissional das igrejas
Autor: Rafaela Bonezzi Junqueira Scicchitano

Home  |   Quem somos  |   Cadastro  |   Informativo  |   Quero Colaborar  |   Contato
Av. Higienópolis 2400
|
Londrina/PR. CEP 86 050 000
| Fone:(43)3339-4004 Expertu Comércio Virtual e Marketing Ltda.